Ver Através de Buracos no Jornal

Ligi@Tomarchio®

 

Sentada a beira da morte, descubro ao norte, sul, leste e oeste
que sombras povoam as mentes. Algumas limpando vidros transparentes,
percebem lá fora o universo transcendente a nos observar. Negro instrumento de som agradável, lento, surge. Atentas, ao paladar escondido na copa de uma árvore, interrompida de argumentos, vazia, solitária.
O colégio da vida, transforma o interior. Carrega em si todas verdades que sucumbem ao simples despertar da auto-imagem, retida na retina atrás de um jornal que diz coisas sobre economia, pensando ser dono da verdade.
A verdade esconde-se no porão escuro, trancado com chaves invisíveis. No corrimão, escorrem lágrimas da saudade de quem povoa paredes e estantes. Olhares, sombras, pessoas falando, falando ... rezando.
Calada. Muda. Sou eu quem vê através da vidraça, agora limpa, o mundo corrompido e sem fronteiras para maldade homérica contra os menos
favorecidos. Semelhantes sons chegam aos ouvidos. Estridentes medos recolhem meu prazer. Nada posso entender. Necessário se faz transformar o
colégio interno, de onde nunca sairemos sem sofrimento ...
Diante da escuridão
cegos percebem
transformação.

Olhos fechados
Ausência de visão
querendo se ver
renascendo.

Solidão
Opção de ficar só
transcendendo o vazio
ressurgindo na luz das trevas.


 

Música: Duerme

 

 

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Editado por  Ligi@Tomarchio®






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