TRIETO

 

 

 

ENERGIA

 Ligi@Tomarchio®


Sons divinos transportam
minha'alma por dimensões...
Ausência de matéria
faz do corpo energia
sem forma ou cor
apenas enxames de
minúsculas partículas reluzentes.

 

Movendo-se unidas de
um ponto ao outro
sem que a gravidade
a transforme em pó
ao chão.

 

Flutuam ... 
Energizando todo campo
de tulipas amarelas
nesta manhã.

 

Pássaros ao longe
vozes celestiais
transcendem
preenchendo vãos obscuros
do pensamento em desalinho
trilhando caminhos desconhecidos
acolhidos pelo amor ou desamor.

 

Sinos badalam sós
monges oram apenas pela luz
peregrina revoada de energia
em suas mentes
repetem em uníssono
a súplica pela paz
pela sabedoria do amor
e compaixão esquecida
abandonadas nas periferias do mundo...

 

26/07/2003


 


PARIFERIAS DO MUNDO

Zena Maciel
 
Nas periferias do mundo
um anjo solto viaja entre os
verdes sonhos da alma.
O pensamento em desalinho
tem sede de infinito.
Morre o sofrimento
com chegada da alegria.
Na hibernação cósmica
do ser,frutos divinos caem
na trêmula folha branca
em forma de líricos poemas.
A energia transcende o
momento e capta o invisível.
As retinas fotografam no
coração,verdes pastos que
margeiam a estrada.
Tulipas amarelas enfeitam
a doce manhã.
O tempo corre e vai
debulhando o submundo da dor.
Os sons divinos da natureza!
O trinar dos pássaros !
Sinos que badalam para
acordar os monges !
Tudo se reveste de
plena magia,inebriando
o ser de uma energia celestial.
O encontro do amor e do desamor
selam o beijo da súplica da paz.

 

28/08/2003


NA SUPLICA DA PAZ

Ana Alice Zanettini
 
Suplico o seu olhar,
não me condene
hoje sinto véspera de mim
minh'alma fragilizada...

 

Descontente com sua indiferença;
meus pensamentos oscilam entre a dor e o amor.
Olho fixo as cores com vida das tulipas;
observei as formas tão perfeitas da natureza.
Visitei o mais profundo do meu "eu".
Supliquei pela paz dentro de mim.

 

Fragmentos caíram do alto celestial;
iluminando minh'alma, com a luz que foi dada.
Fiz-me pequena, com tanta luz ao meu redor.
Meus sentimentos tornaram-se leve como as plumas, e branca como as nuvens.
Hoje bebo a paz, deixando claro o que eu quero.


11/09/2003

 

 

 

 

 

Música: Serenate de Schubert

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

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