Fogo da Indignação
Ligi@Tomarchio®

Crime!
Atearam fogo!
E não foi só nas matas!...
Não há água suficiente
para abrandá-lo!

Arde, corrói e sinto.
Nas entranhas e emaranhados
nervos e artérias,
o sangue queima...

Onde vão parar estas bestas desumanas
com sua ganância e megalomania?...
Por que não distribuem as terras
deve haver um meio...

Há de ser matando a fome
e não as pessoas desnutridas.
Há de ser anulando o voto
e não mais CPNIs, CPIs e outras CPs.
Há que se diminuir impostos
e dar boas escolas e educação.
Há que se construir hospitais
e criar empregos, salvar vidas.

Onde o Judiciário?
Onde o Executivo?
Onde o Legislativo?
Estes são o "fogo do poder"
únicos que podem roubar sem punição!

Dentro de mim,
o fogo da indignação
permanece, corrói e sinto.

Não existe, nem nasceu ainda
o "Homem" capaz de romper
esta solução de continuidade...
Seja lá quem ocupe o poder
estará preso aos velhos padrões.
Nada poderá fazer na "paz"!...

E o fogo continua ardendo em meu peito,
sofro, sabendo da podridão...
Queimam meus neurônios
para que não pense mais
e me torne mais um boneco
na hora de votar.
Não me deixem votar mais!...

O fogo da indignação é o "caminho"
para quem puder suportar tal dor
até os bombeiros da ética,
chegarem com suas mangueiras,
sirenes, uniformes...

SOCORRO!!!

Ligi@Tomarchio®
SP/06/01/2006 - 03:40


"Fogo da Impunidade"
Schyrlei Pinheiro

Arde nos olhos do povo,
transforma em cinzas a dignidade, mancha a verdade,
fere a passividade,
mata a paz,
gera a revolta.
Nascem os gritos por justiça!
a mesma que usa a cegueira,
para levantar a tocha acesa
no paiol da liberdade.
Explode o coração, desperta a razão...
rolam pedras dos picos impunes,
contaminando os caminhos da ação.
Acuados, no eco, escutam a mesma canção.
Nós não vamos embora,
defenderemos a nação,
com a força da coragem,
através da inspiração.
Quem chora, reconhece agora
o dever do seu saber.
A luta sempre começa
por quem tem nas mãos o poder!
Nós não vamos embora,
sabemos o que fazer,
da pedra incandescente,
um risco vai aparecer,
mostrando o caminho
do novo alvorecer.

Schyrlei Pinheiro
RJ/08/01/2006

 


Música: Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré

 

 

 

 

 

 

 



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