Yara Nazaré

Yara Maria de Miranda Nazaré, é casada, tem quatro filhos e quatro netos. É formada em nível de Pós-Graduação, em Pedagogia e Filosofia, tendo trabalhado durante 31 anos, na área da educação. Outros cursos: Psicologia das Relações Sociais, Monitoria e Direção Teatral, Pintura na Técnica Óleo Sobre Tela, Desenho Com o Lado Direito do Cérebro, Webdesigner.
Hobby: Leitura, dança, voleibol, música, cinema e teatro.
Artista Plástica: Exposições: Participou de várias exposições das suas telas, na técnica óleo sobre tela.
É membro da AVBL – Academia Virtual Brasileira de Letras e tem poesias divulgadas em vários sites na Internet.
Participou como jurada do Concurso Internacional de Poesias Sol Vermelho, coordenado por Vanderli Medeiros e no Concurso de Poesias do ZAP, coordenado pelas jornalistas, Elizabeth Misciasci e Lu Macário.
Temperamento: É emotiva, prima pela sinceridade e autenticidade, gosta muito de alegria e de preservar as amizades que tem. É católica praticante e tem muita fé em Deus.
Escreve poesias e crônicas, desde a adolescência, mas somente há pouco tempo, criou coragem para divulgar por considerar o que escreve muito simples.
Tem uma Home Page, resultado do projeto final do curso de Webdesigner que fez, em 2002:
http://www.yaranazare.com

TÃO SOMENTE MULHER

Ainda que não me vejas
Na essência como sou
Não sou uma concha vazia
No meu jardim
Tenho rosas cultivadas
E regadas com amor.

No peito meu coração aflora
Pleno de alimento interior
E na minha metamorfose
Sou como a borboleta
Pousando de flor em flor
Sugando delas o néctar
Que tece o meu caminhar
E sem alarde revelo
Meu perfil transparente
De fácil leitura e tradução.

Sou assim...
Tão somente mulher
Ser que pensa e alimenta
A esperança de viver
No mundo sem medo e sem dor.

Mostro-me, na palavra autêntica
Escrita em versos simples
Sem a vaidosa pretensão.
É o meu retrato vivo
E dos dias que enfeito
Com as estrelas e o luar
Que tomo emprestados da noite
Tentando meus sonhos, realizar!

 

A Rosa

Ainda guardo a rosa
Daquela noite de encantos
Que abrandou o meu pranto
De saudade da espera.

Guardei-a entre as páginas
Do meu livro preferido
E já ressecada pelo tempo
Ainda guarda o perfume
E as lembranças distantes
Da lida e troca de carícias
Dos momentos bem vividos
Dos sorrisos divididos
Foram... e são tantos...
Tão presentes em nós dois!

 

Mãos

Mãos em união...
Poder, querer, perdão
Guiam em auxílio
Obreiras da escrita
Criam na arte
Provocam risos
E enxugam lágrimas!
Folheiam, manejam
Defendem e agridem.

Mãos, sustentação
Firmeza, direção.
No trabalho,
colhem os frutos.
E na luta diária,
saboreiam a glória!

Mãos, sensação...
Tão precisas,
no beijo da paixão.
Efusivas no aplauso
Alegres na chegada
Acenam tristes,
na partida!

São aflitas na angústia
E também na solidão.
Fazem carícias no afago
São contritas, na oração.
Indulgentes na bênção
Acalmam no abraço
Solidárias, acolhem
Ao outro, em profusão!

Ah, as mãos...
Tão altivas
No adorno dos anéis.
Na paixão, são idílicas
e líricas.
Na defesa, são fortes
Mas no amor, o que importa
É que sejam invencíveis!

 

http://www.yaranazare.com/

 

Música: Beatriz

 

 

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