Rui Emanuel Medeiros Patricio Pais

Rui Pais

Nasci no sul de Portugal, província do Algarve, cidade de Portimão a 15 de Maio de 1947. Gosto de ler bons livros. A música é tão importante para a minha alma como a alimentação que necessito para manter meu corpo físico…

Foi como Guia de Turismo de Longo Curso, contando hoje com mais de 30 anos de actividade, que nesta profissão abracei o MUNDO CULTURAL!
O meu curso Universitário foi por mim frequentado nos MUSEOS DO MUNDO que minha profissão proporcionava, aprofundando meus conhecimentos nestas Escolas Superiores do Conhecimento, em seus museus de arte, no campo na Pintura, Escultura, Antiguidade Clássica e Arqueologia, em Paris, Londres, Roma, Florença, Veneza, Nápoles, Turim, Viena de Áustria, Praga, Budapeste e outras metrópoles.

A poesia surgiu espontaneamente e de forma galopante em Março de 2003. A partir daqui houve uma evolução constante que se prolonga por um período que hoje ultrapassa 3 anos, portanto neste meio sou uma criança em crescimento.

Inscrevi-me nestes últimos 3 anos na medida em que ia progredido, na AVBL, ACADEMIA VIRTUAL BRASILEIRA DE LITERATURA, NO CEN, Portal CÁ ESTAMOS NÓS, na ABRALI, ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA, na AVPB, ACADEMIA VIRTUAL DE POESIA BRASILEIRA, em VIRTUALISMO - Escola de Autores Escritores e Poetas, no GRUPO ECOS DA POESIA com imensos eventos na poesia desde Cirandas a Antologias.

Tenho participado em diversas Antologias Poéticas editadas em livros Virtuais. Recentemente participei em 2 ANTOLOGIAS DE POESIA publicadas em livros.
Uma em 2005, 1ª ANTOLOGIA POÉTICA DA ACADEMIA VIRTUALISMO, em 2006 está vindo a público a ANTOLOGIA LITERÁRIA INTERNACIONAL "DOIS POVOS UM DESTINO" do GRUPO ECOS DA POESIA.
Prevejo logo que possível editar meu livro físico, achando que estão reunidas essas condições.

Na poesia tenho como mestres a MIGUEL TORGA e SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, depois FERNANDO PESSOA, FLORBELA ESPANCA, mas também ANTÓNIO NOBRE, MANUEL ALEGRE, VINICIUS DE MORAES, DRUMONT DE ANDRADE… Na língua castelhana em particular PABLO NERUDA, ANTÓNIO MACHADO, ALFONSINA STORNI e outros. A minha poesia é particularmente virada para as causas do ambiente, do Universo e da EVOLUÇÃO, contudo gosto de escrever sobre quaisquer temas seguindo as directrizes de meu pensamento…

Rui Pais

13 de Junho de 2006

CAMINHO SEM DESTINO

Olhei o mar…
Vi um caminho…
Era um caminho sem destino
Segui-o no horizonte…
Passava ao largo
Do Cabo de São Vicente
Era daqueles caminhos no mar
Que não nos levavam a nenhum lugar…

Nunca deixava um rasto…
E não podia ser seguido…
Transformava-se num tempo diluído
Um tempo que o mar tinha engolido…

10/04/2005

 

A MINHA POESIA

A minha poesia brota abundante
É cheia de sonhos e quimeras
Fala destas e doutras eras
E flúi de forma galopante.

É uma poesia que às vezes berra
Mas berra em defesa da Terra
Por quem defende este chão
Na busca de maior adesão.

Meus versos falam dos oceanos
Dos que nele põem seus planos
Das espécies que eles contêm
Dos tesouros que só eles detêm.

Falam dum Cosmos gigante
Na busca de seu semblante
Deste imenso mundo dividido
Num Universo desconhecido.

Fala dos sucessos da astronomia
Dos homens e da sua filosofia
Das conquistas desta geração
E das outras que lhe seguirão…

Meus poemas têm uma visão futurista
Eles embrenham-se em qualquer pista
Questionando os progressos da ciência
Ou a pesquisa voltada para a inteligência.

É virada para o mundo exterior
Como um arco-íris multicolor
Está aberta a qualquer mente
Ela é a vanguarda da frente…

10/04/2005

 

A MORTE DA ÁRVORE

Vi uma árvore estatelada no chão
No próprio ambiente
Que lhe deu a vida e estendeu a mão…

Seu tronco era gigante
Liso, forte, elegante…

Analisei sua base
De fraco suporte
A mesma que lhe trouxe
A morte…

Preocupou-se com a beleza
Exterior
Descurou seus alicerces
O fortalecimento interior…

As raízes
Muito pequenas para seu sustento
Desabaram por falta de alimento
Num tormento…

Tristes e infelizes…
Tombaram como tombam
As perdizes…
Abatidas pelo furtivo caçador
Que desconhece a dor…

Numa mente
Que ignora o amor
O amor pelo nosso ambiente…

09/04/2005

 

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Música: Madredeus, Vozes no Mar

 

 

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