Roberto  Bordin

Publicitário formado pela ESPM, trabalhou na área de Marketing (Philips, Telefunken, Camargo Correa entre outras), desenvolvendo roteiros de comerciais, vídeos institucionais e de treinamento. Escreve para teatro desde 1976, teve peças encenadas e premiadas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Prêmios
Obra: "Bastam para dançar um bom bolero"
1978 - Premio Sectur Prefeitura Santos - 1o. Lugar melhor texto
1979 - Peça escolhida para representar a cidade de Sorocaba no Festival Estadual de Teatro Amador de São Paulo e Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa. Encenada pelo Grupo Teatral Maré
1979 - Premio Joraci Camargo - Melhor Autor Festival Nacional de Teatro em Ponta
Grossa. Prêmios também para ator, diretor e iluminação
1980 - Melhor montagem do ano por grupo local - Curitiba.
2000 - Escolhida para representar a cidade de Sorocaba no Festival Nacional de Teatro de
Ponta Grossa e no Mapa Cultural Paulista. Encenada pelo Grupo Teatral Maré
comemorando 21 anos da primeira montagem recebeu prêmio de melhor ator, coadjuvante e iluminação.

Obra: "Tu Devi Esser Mia"
1980 - melhor peça adulta no 1o. Concurso de Dramaturgia - Prêmio Cruz e Sousa -SC
1981 - Publicada em livro pela Fundação Catarinense de Cultura. Inédita

Obra: "Um cinema chamado Brasil"
1980 - menção honrosa no 1o. Concurso de Dramaturgia - Prêmio Cruz e Sousa - SC
1982 - 3o. lugar Concurso de Dramaturgia da Pref. Municipal do Guarujá

Obra: "A Vampira da Favela"
1983 - 3o. lugar - Prêmio Prefeitura Municipal do Guarujá
Encenada pelo Grupo Teatral Maré - Sorocaba - 1984

Obra: "Os Trens Não Esperam os Passageiros"
1984 - Menção Honrosa Premio Prefeitura Municipal do Guarujá
Como poeta, iniciei ano passado. Tenho escrito mais de uma centena de poemas. Maioria deles publicado no site planeta literatura.
Membro e cônsul em São Paulo da ONG Poetas Del Mundo

Memórias

Nos conhecemos tão pouco
Meses, curtos meses
Mas curto esses meses
As coisas que fazemos
Vão sendo guardadas
Na gaveta da memória
Momentos de coisas boas
E de outras nem tanto
O abraço apertado
O beijo inicial
O primeiro amor
O vestido vermelho
O vinho merlot
Nossas conversas
As diferenças aparecendo
O falar mais grosso
A palavra mais áspera
Em contraponto
Com nossa risada
Com tua gargalhada
As nossas ausências
O estender de mão
E pegar no vazio
O contentar-se com
Palavras escritas
Vozes aflitas
As mãos vazias
Os corpos sozinhos
Mais ausência
Do que presença
A presença tua
Está sempre
Em minha memória

 

A mão que toca a guitarra

A mão que toca a guitarra
Toca um fado lindo
Uma música triste
Nostálgica
Fala de amores desfeitos
De desamores convictos
De paixões escondidas
De ilusões solidificadas
Da lágrima teimosa em rolar
Da saudade do além-mar
A mão que toca a guitarra
Toca um fado vivo
Fala da doce gaivota
Que voa pelos ares
Num vôo gracioso
Para pousar na areia
Da Praia de Estoril
A mão que toca a guitarra
Toca um fado mágico
Que me faz reviver
Uma imagem
A de uma mão
que me balançou
acalentou
conduziu
e disse:
"Vá, meu filho,
a vida é um fado!
Por mais triste que seja
Só depende de nós
Torná-lo uma alegre canção".


(dedicado à memória de minha mãe)

 

Pas de Deux 2

No palco da vida
Estamos nus
Dançamos uma dança
Ao som de Bach
Cada plié
Elevé nosso
Nos empolga
O Allongé
Nos transforma
Com o Arabesque
Voamos agora
Não dançamos
Nossos pés têm asas
E alados subimos
Às alturas
Flutuamos
Num lindo Assemblé
Giramos loucamente
Até o final empolgante
Um coupé, um couru
Explodindo em estrelas
Um último glissade
Lá no firmamento
Saciados descemos
E voltamos ao
Palco da vida
Silencioso
Sem aplausos
Nossa dança secreta
Não tem platéia.
Solitário pas de deux

 

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=849

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=4803

 

Música: Vozes no mar, com Madredeus

 

 

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