MEUS VERSOS

Os meus versos são como as folhas do outono
Que caem, caem, sem parar
Forrando o chão com magníficas cores
Mostrando que o inverno está por chegar.

As árvores nuas quais gueixas
Mostram uma beleza incomum
Aquilo que parece ser feio se torna belo
Aos olhos de quem vê além da estação.

Folhas, simples folhas, uma a uma caem,
Dão à terra nova roupagem
Aquelas que das árvores se libertam
Deixando-a nua para a nova estação.

Mas que truque a natureza prega
Quando permite que as folhas caiam.
De belas folhas, verdes, amarelas ou vermelhas.
Tornam-se adubo, para uma nova fecundação.

Folhas, terra, beleza e nudez
Frio, e vento, tudo se torna
Matéria prima de um novo tempo
Tempo de acolher, tempo de recolher

Tempo de amar, tempo de morrer.
Chegou após o outono uma nova estação.
O inverno que aproxima e aquece
A todos que dele fogem e àqueles que ninguém esquece.

Mas este calor dá nova vida e a arvore novamente se reveste
De folhas, flores e frutos e chegou a primavera.
Meus versos são assim, assim sou eu.
Quando chegam os frutos estou
Pronto para os que virão e o verão.

01 de outubro de 08
Festa de Sta. Terezinha do Menino Jesus.
Pe. Luis Rogério Carrilho Cruz, CSsR.
 

 

Música: Primavera, by Vivaldi

 

 

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Editado por Ligi@Tomarchio®