Neide Salles

Neide Salles é goiana de nascimento, mas brasiliense de coração. Aqui, vive, formou sua vida profissional e acadêmica e trabalhando no serviço público até então, criou sua família.
- Sobre os meus versos, digo que a transcrição é minuciosa e sensível de sentimentos vividos e/ou sonhados, tornando-os genuinamente subjetivos. É preciso ter coragem para ousar, comportando-me como se nunca tive medo de sonhar ou frustrar-me. E isso não é nada fácil.
Propositadamente, revelo-me como um ser sensível, frágil, avessa às convenções e apresento, poeticamente, reflexões advindas desse "eu".
Na vida, há prazeres de sabores que podem ser falados através da grandeza da poesia, como diz Camões: "A saudade escreveu e eu translado." Através dos meus versos, translado o amor, o sonho, o desejo, a dor, o medo...
 

Doce Saudade

Encontramo-nos ao acaso.
Passamos a dividir o amor,
A dor,
A aflição,
A perfeição.
Acreditávamos sermos um do outro,
Sermos loucos.
Entregamo-nos aos poucos,
Ocupando espaços vagos, curando cicatrizes,
Quebrando as barreiras
Do sentimento,
Do tormento,
Do dar e receber...
Nossas almas se fundiram,
Iludiram-se...
Éramos deuses acima do bem e do mal,
Nada importava...
Tudo consolava...
Amávamo-nos por inteiro
Sentindo ser verdadeiro
A ternura,
O calor,
O amor.
Por fim, voltamos à realidade
Restou a doce saudade!

 

Dos Nossos Versos

Dos nossos versos restaram as saudades.
Dos gorjeios dos pássaros...
Do som das cordas do seu violão...
Do desejo inabalável...
Do amor desesperado...
Do sonhar em preto e branco...
Das palavras proferidas ao relento...
Da aspiração de se fazer presente...
Das madrugadas aguardadas e sonhadas...
Das noites de amor intermináveis...
Da sua voz a sussurrar: "Meu desejo".
Da alegria em comentar mais um poema...
De gritar para o mundo: eu te amo!
De saber ser sua e você meu.
De ter a esperança como alento...
De saber que renasceu das cinzas o poeta.
De renascer para a vida, uma nova mulher...
Dos nossos versos... só lembranças!

 

Lua

Lua, vela-me o sono.
Manda-me em sonhos sua magia,
Ilumina meu ser, ora triste, ora risonho.
Lua, envia-me tua energia.

A magia da luz tão obscura se faz...
Magos, enamorados, apaixonados,
Procuram em vão algo em ti, que os satisfaz.
Ledo engano, seus mistérios são transmutados
A cada ciclo, a cada momento...

Rogo-te, ó lua, sua infinita luz,
Liberte-me desse tamanho tormento.
Dê-me a sabedoria que conduz.

Lua, leva-me em seu cavalo alado,
Permita-me um sono salutar, sob seu manto...
Abranda este coração atormentado...
Esta alma angustiada por eterno pranto.



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Muúsica: Sonata Claro de Luna, de Beethoven

 

 

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