Maria Teresa Albani

(Maytê)

Falar sobre Maria Teresa Albani, tentando retratar, em poucas linhas, todas as suas qualidades, não deixa de ser um honroso desafio para alguém que a conhece há tão pouco tempo como eu. Foi em janeiro de 2004 que, de fato, comecei a me relacionar com Maytê, embora já conhecesse seus sites e seus belíssimos escritos.
Lembro que, de início, eu não sabia que a irretocável escritora, Maria Teresa Albani, era a “nossa” Maytê. Quando soube, admirei-a mais ainda. Talentosa e versátil, consegue fazer fluir um manancial de sensibilidade em prosa e verso e, ao mesmo tempo, administrar seus inúmeros sites com indiscutível destreza.
Coração grandioso, às vezes escondido atrás de uma postura exigente e pertinaz, Maria Teresa Albani chega a abrir mão de benefícios próprios para dar incentivo aos seus poetas e parceiros. Ser humano do melhor calibre, considera a lealdade mútua imprescindível para um relacionamento verdadeiro.
Escritora, webdesigner, editora, pessoa sincera e amiga, isso é o mínimo que eu posso dizer de Maria Teresa Albani.
Eis a Maytê que eu conheço: uma mescla de emoção e racionalidade, que fazem da sua alma um imenso arco-íris.

Dorcila Garcia
Escritora

DE FEITIÇOS E BRUXARIAS

Meu coração te dei
dias atrás
porque acreditei
que te faria um deus
quis crer que o esforço
de amar por dois
te agigantaria
ah, eu tentei mil versos
poesia, prosa
e toda a sorte de palavras
ainda não ditas
recriei a alquimia
rezei dois terços
tantas ave-marias
e fiz promessa ao divino
que ilumina
busquei forças ocultas
viajei no tempo
em busca de aventura
pois tudo que queria
era penetrar-te a alma
roubar-te as dores
devolver-te a alegria
e te fazer gargalhar
mil melodias.

Quis secar-te os olhos
cansados
de tantas despedidas
o corpo cansado
de tanta vida não vivida
eu quis te dar minha alma
e minha energia
e se mais tivesse
mais eu te daria
mas não sou poeta
e não sei ao menos compor
uma quadra perdida
sou apenas uma mulher
que te amou muito - é verdade
mas que não pode te tocar
como gostaria.

 

SOLIDÃO

do desejo que me invade a alma
ecoam suspiros pela noite afora

e congelada de frio
pelos meus sonhos caminho
à procura de ti

como RIO inquieto
em busca do teu MAR
atravesso madrugada

e na constância de tua ausência
amanheço enrodilhada
num travesseiro vazio.

Meu corpo inteiro
exalando solidão!

 

A FERRO E FOGO

É no silêncio do teu amor
— transbordante de gestos —
quando mais me sinto cativada.

Na falta de inverdades,
na ausência de promessas vãs,
e na desnecessidade de palavras,
é que a ferro e fogo tu me marcas.

E são minhas próprias marcas
que me fazem reconhecer em ti
o homem que eu esperava...


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www.comunidademayte.com

Brasil/USA

 

Música: Sonata Claro de Luna,  de Beethoven

 

 

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