Maurício Santini

Jornalista e bacharel em comunicação social pela UMESP - Universidade Metodista de São Paulo. Pesquisador em metafísica, ocultismo, ufologia, terapias alternativas e religiões.
Escritor, poeta e articulista em publicações e internet.
Atua também como assessor de imprensa em áreas de saúde, cultura, empresas, entre outros.

Universo em teu Corpo Humano

Teus cabelos foram feitos para abrigar idéias criativas.
Para receber os afagos de mãos carinhosas.
Para armazenar os pensamentos mais lúcidos.
Jamais prenda seus fios em formas sórdidas.
Nunca penteie as ilusões, nem tonifique seus lampejos tristes.

Teus olhos foram feitos para abrir as janelas da alma.
Para deitar as lágrimas de compaixão aos homens.
Para brilhar sob a luz do sol e refletir seu brilho.
Jamais os feche às dores do mundo.
Nunca use as sombras para ornar seus contornos.

Teu nariz foi feito para respirar o hálito das flores.
Para inalar o perfume e o alento da vida.
Para sorver o prana que vem da brisa do mar e das montanhas.
Jamais sufoque os bons ares que vêm da alegria.
Nunca perca o fôlego por paixões fugidias.

Teus ouvidos foram feitos para ouvir a canção do Senhor.
Para escutar a voz do silêncio e meditar naquilo que não ouve.
Para auscultar as palavras serenas e até verdades mais duras.
Jamais os tampe com as mãos da indiferença.
Nunca os feche aos apelos dos necessitados.

Tua boca foi feita para cantar a melodia do Universo.
Para degustar o maná dos deuses em Um só.
Para dizer o indizível, para alastrar as boas novas.
Jamais diga o que o teu peito destoa.
Nunca maldigas e nem amaldiçoes a quem quer que seja.

Tuas mãos foram feitas para aninhar às outras.
Para cumprimentar todo o ser com o aceno da paz.
Para estendê-las aos que precisam de amor.
Jamais cruze os dedos para os atos mais puros.
Nem as lave com as águas do descaso e da soberba.

Teu coração foi feito para bater por nós todos.
Para pulsar com os ritmos do coração da Terra.
Para reparti-lo com a humanidade.
Nunca o parta com emoções mais tolas.
Nem o maltrate com a arritmia do ódio e do ressentimento.

Teu sexo foi feito para dar luz ao mundo.
Para juntar o separado, unir o desunido.
Para a mescla de corpos que se amam.
Jamais beba das orgias de uma fonte sádica.
Nem tampouco o vicie com a energia do outro.

Teus pés foram feitos para trilhar os caminhos da sabedoria.
Para andar na retidão e marchar pela paz.
Para fincar suas obras no solo do destino.
Jamais caminhe com os passos violentos.
Nem os descanse nos escalda-pés da ignorância.

Tua alma nasceu para ser livre!
Voa, solta pelo ar a espargir luz pelos tempos.
Ganha corpo. Eleva o espírito e leva a Deus.
Aliás, tua alma não nasceu porque sempre existiu.
E foi se juntar às estrelas. Para ser orbes e galáxias.
Para ser breve num átimo de cometas.
Para ser sempre e compor o que chamamos de Deus!

 

Você Conhece seus Inimigos Ocultos?

Sofre de reumatismo
Quem percorre os caminhos tortuosos;
Quem se destina aos escombros da tristeza;
Quem vive tropeçando no egoísmo.

Sofre de artrite
Quem jamais abre mão;
Quem sempre aponta os defeitos dos outros;
Quem nunca oferece uma rosa.

Sofre de bursite
Quem não oferta seu ombro amigo;
Quem retesa, permanentemente, os músculos.
Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.

Sofre da coluna
Quem nunca se curva diante da vida;
Quem carrega o mundo nas costas;
Quem não anda com retidão.

Sofre dos rins
Quem tem medo de enfrentar problemas;
Quem não filtra seus ideais;
Quem não separa o joio do trigo.

Sofre de gastrite
Quem vive de paixões avassaladoras;
Quem costuma agir na emoção;
Quem reage somente com impulsos;
Quem sempre chora o leite derramado.

Sofre de prisão de ventre
Quem aprisiona seus sentidos;
Quem detém suas mágoas;
Quem endurece em demasia.

Sofre dos pulmões
Quem se intoxica de raiva e de ódio;
Quem sufoca, permanentemente, os outros;
Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;
Quem não muda de ares;
Quem não expele os maus fluidos.

Sofre do coração
Quem guarda ressentimentos;
Quem vive do passado;
Quem não segue as batidas do tempo;
Quem não se ama e, portanto,
não tem coração para amar alguém.

Sofre da garganta
Quem fala mal dos outros;
Quem vocifera;
Quem não solta o verbo
Quem repudia;
Quem omite;
Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;
Quem subjuga;
Quem reclama o tempo todo;
Quem não fala com Deus.

Sofre do ouvido
Quem prejulga os atos dos outros;
Quem não se escuta;
Quem costuma escutar a conversa dos outros.

Sofre dos olhos
Quem não se enxerga;
Quem distorce os fatos;
Quem não amplia sua visão;
Quem vê tudo em duplo sentido;
Quem não quer ver.

Sofre de distúrbios da mente
Quem mente para si mesmo;
Quem não tem o mínimo de lucidez;
Quem preza a inconsciência;
Quem menospreza a intuição;
Quem não vigia seus pensamentos;
Quem embota seu canal com a Criação;
Quem não se volta para o Universo;
Quem vive no mundo da lua;
Quem não pensa na vida;
Quem vive sonhando;
Quem se ilude;
Quem alimenta a ilusão dos outros;
Quem mascara a realidade;
Quem não areja a cabeça;
Quem tem cabeça de vento.

Causa e efeito. Ação e reação.
Tudo está intrinsecamente ligado.
Tudo se conecta o tempo todo. E assim, sucessivamente,
passam os anos sem que o ser humano conheça a si mesmo.
Somos, certamente, o maior amor das nossas vidas!
Assim como o nosso maior inimigo é aquele que está oculto
e que habita, inexoravelmente, no interior de nós mesmos.

 

Estrelas 

Todas as estrelas são minha amigas!
E eu posso contemplá-las
das dunas do meu peito ainda tão deserto...
Pois que cintila, à meia luz,
o espetáculo destes múltiplos versos.
As contas e as gotas de luz
vão salpicadas na mansidão do meu peito.

Que agora se faz constelação
quando eu penso em Ti, meu Senhor!
Quando brilha o ouro da minha fé,
E quando eu tenho certeza
que sou uno com o verso!

Meu Pai joga suas pétalas no jardim da criação.
E o resultado disso tudo, somos nós!
O menino que conta as estrelas
e perde a conta nos dedos,
Sem se dar conta que conta a si mesmo...
Todas as estrelas são minhas amigas!
E eu posso dançar com elas.

Somos passistas e bailamos
sob a música do silêncio!
Escuta! Escuta! Escuta a voz do silêncio.
E dança, dança, dança...
Canta em ti as notas da Sublime Melodia.
Eu nunca estou só.

As estrelas são minhas amigas.
O meu corpo é um ninho delas.
À noite, quando me deito, penso no céu.
E vou ao encontro delas...

E assim sou feliz
abraçado aos seus corpos
E fazemos amor.
E desta maneira,
nasce o Universo em mim!

 

Música: bach.mid

 

 

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