Marise  Ribeiro


Meu nome é Marise da Costa Ribeiro, mas assino Marise Ribeiro, e nasci na cidade do Rio de Janeiro em 10/02/52.
Apesar de possuir licenciatura em Português/Espanhol pela UEG (hoje UERJ), não segui a carreira do magistério. Trabalhei durante 25 anos no Banco do Brasil.
Hoje me entrego à poesia e à família. Comecei como se quisesse desafiar o destino e comprovar que não seria capaz, mas consegui revelar para o papel as nuances dos sentimentos guardados até a minha maturidade. Não me vejo mais sem escrever - tornou-se um vício -, mas daqueles que a inspiração cobra. Não faço da poesia uma obrigação, como um profissional faz, apenas deixo-a fluir naturalmente.
Às vezes escrevo sobre mim, mas me sinto melhor divagando por caminhos imaginários ou por emoções que observo em outras personagens que se apossam de mim.
Apresento meus trabalhos virtualmente no endereço www.mariseribeiro.com , em site próprio, denominado Cenário de Sentimentos, adornado pela webdesigner Drica Del Nero e nos grupos do Yahoo, Ecos da Poesia, Versos e Versos, Amigos do Amor Poesias e Clube de Poetas.
Sou autora do GEP ( www.ecosdapoesia.net ), associada ao Portal CEN http://www.caestamosnos.org/ e pertenço também ao Movimento Poetas Del Mundo: http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=1036


Obras Publicadas Virtualmente:

E-book de poesias "As Cores da Maturidade", publicado em 07/05.
E-book de poesias "Quimeras", publicado em 10/05

Estes trabalhos foram lançados pela Editora Del Nero Virtual Bookstore e se encontram hospedados nos sites www.delnerobookstore.com e www.mariseribeiro.com.

Livros editados graficamente:

Dois Povos Um Destino – 2ª Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia – Diversos Autores - Ano 2006

2ª Antologia do Portal Cá Estamos Nós – Diversos Autores - Ano 2006

FILHO DE NINGUÉM


Solidão no esmolar...
Ausência de mãos a te afagar...
Fome do seio materno...
Pessoas te oferecendo um olhar de inverno.

Chão de pedra sujo e duro...
Nem sonhas com o futuro...
Não o tens, não há esperança...
Não há quem se importe com a criança.

Para muitos já és um homem,
já roubas, já matas, já te vicias...
Desamparado, crias medo de lobisomem,
o lado menino ainda fantasias.

A sociedade te rejeita,
a ela tu não convéns...
Estende teu trapo, teu abandono deita,
és invisível, és filho de ninguém!

13/04/06

Marise Ribeiro

 

SINFONIA DAS GRALHAS

Chegando ao hotel em Varsóvia
dou uma volta nas cercanias
e nem percebo a vizinhança
que terei por alguns dias.

Dos galhos entrelaçados
de uma tília secular,
um pássaro pia assustado,
talvez almejando voar.

Mas outros vão se chegando
e muitos ninhos eu conto,
são tufos negros encravados
na solidez de seu tronco.

Várias famílias de gralhas
disputam o mesmo habitat,
invadindo com seu alarido
meu sono que não quer acordar.

O destino nos prega ironias
que marcam nossos caminhos,
na terra de Fryderyk Chopin,
pensando ouvir seus Noturnos,
as gralhas me presenteavam
com alvoroços diurnos.

Varsóvia, 21/05/05

Marise Ribeiro

 

 

DESCOBRIMENTO

Vai, caravela, atravessa oceanos
Leva em teus porões meus desenganos
Vai, caravela, enfrenta mares bravios
Ensina-me a vencer desconhecidos desafios.

Vai, caravela, singra a tua sina ao horizonte
Mostra-me o espírito aventureiro que te guia
Para que a minha esperança novamente desponte
E a tenebrosa tempestade em mim vire calmaria.

Vai... e quando estiveres bem longe daqui
Lança ao mar todos os erros meus
Que eles mergulhem no mais profundo breu
Onde os monstros marinhos os possam destruir.

Nas noites em que a lua estiver enfeitiçando
Os saudosos corações de teus navegantes
O curso da minha vida estará se desviando
para enfrentar o meu Adamastor: a dor gigante.

Vai, caravela, aumentar tuas conquistas
Vai, que o anoitecer já se avizinha
Quando tuas velas sumirem de vista
Eu lutarei contra a minha derrota... sozinha.

Vai, caravela, a maré cheia te convida a partir
Teus homens já bradam gritos de vitória
Vai, caravela, escreve teu nome na história
E deixa minha fraca alma aqui... a se descobrir.

01/06/07

Marise Ribeiro

 

www.mariseribeiro.com

 

 

Música: Ballade Nº1 in G Minor Op.23, by Chopin

 

 

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