Luiz Maia

Chamo-me Luiz Maia. Nasci em 20 de agosto de 1947, no Recife-PE. Em 1999, comecei a escrever sobre minha vida. O resultado foi o lançamento do livro "Veredas de uma Vida". No ano seguinte, iniciei uma série de crônicas que se transformou no livro "Sem Limites Para Amar". Em 2004, aconteceu o lançamento do livro de textos reflexivos intitulado "Cânticos", em parceria com Ana Emília. A experiência de escrever e publicar três livros reforçou em mim o gosto pela literatura. É a prova de que podemos seguir caminhando pela vida, com uns sonhos na cabeça e muita esperança no coração, em busca de nossos ideais.

"Sem que a consciência dos jovens se desenvolva, não temos nenhuma possibilidade de futuro."

Acalma-te

Às vezes, quando falo de teu corpo, é porque já amo a tua essência.
E se falo é porque o desejo.
Mas daqui a pouco vens me falando em forma de
cânticos.
Cheia de medos, de dúvidas. Ansiosa és e assim me deixas.
Ah! esse teu jeito me mata e me deixa a pensar tantas coisas...
Não te esqueças de falar de coisas de que sentes vontade.
Segue teus impulsos naturais.

Acalma-te.
Suponho que jamais iremos nos ver.
Mas estamos penetrando um na alma do outro.
Isso está no centro do nosso desejo, muito além de nossas forças.
Peço-te para que sintas a paz que esse nosso encontro nos deu.
Essa distância, que afasta corpos, é a mesma que juntou as nossas almas.
Por isso preciso sempre saber de ti.
Claro que te quero bem, te amo e trago comigo sempre os melhores sentimentos para ti.
Mas sabes desse meu jeito, assim como sei do teu.
Refiro-me ao jeito de gostar e de amar um ao outro.
Coisa estranha e tão clara.
Imperceptível aos olhos e à sensibilidade de muitos.


Acalma-te.
Olho em ti e sinto vontade de oferecer-te um poema.
Tu, merecedora que és de tantos poemas.
Musa dos embevecidos, sol dos retirantes, brisa mansa dos quem têm fé na vida.
Tu que tens encantado a tantos não ignoras o olhar que mora em mim.
Seta que vê em ti uma jovem enamorada.
Olhar de quem vê além da hora marcada, além do hoje, do agora.
Mas que vê e percebe o amanhã, principalmente quando nele não estou.
Isso chega a me fazer pensar, mas logo esqueço e te procuro aqui.
Eu sou assim. Não sei ser diferente.
Por mais que o mundo me indicasse caminhos outros que não esse em que estou.

Luiz Maia

 

Uma palavra

Hoje eu te dedico uma palavra
Uma palavra de silêncio
Encanta-me o vazio das palavras
Em meio a ruídos do pensar
Aplaco o silêncio como um gesto derradeiro
Deslizo no cheiro da tua pele para inspirar a força de que preciso
Hoje eu te dedico uma palavra
Uma palavra de lamento
E buscarei no infinito
pedaços de mim que se diluem no meu incansável pensar
Hoje eu te dedico uma palavra
Uma palavra de quem sonha
Jamais esquecerei a tua imagem que representa o alimento de minh'alma
Olho-me entre os cânticos tristes
Ouço as vozes dos que não falam mais de amor
Falo e choro por eles
Impossível é conviver com a dor
De quem não ama
Hoje eu te dedico uma palavra
Uma palavra de esperança
Já não existe em nossas almas aquela carência
infinda
O nosso viver só vislumbra amanheceres
Já não há noites em nossas vidas, nem cansaços
nem olhares em vão
Que a chuva, o frio e a tempestade passem
Mas que tu permaneças em minha vida
Preciso de ti para acreditar que ainda existo.

Luiz Maia

 

Ser poeta

Como traduzir o que é ser poeta?
Se ao menos soubesse o que não vou dizer, guardaria o consolo do silêncio.
Mas me cabe dizer alguma coisa, falar da natureza que me espia, de um tempo que avança, apesar dos meus apelos para que tudo parasse agora.
É a necessidade que tenho de querer congelar o tempo para que as coisas boas que vivo pudessem permanecer imutáveis.
Ser poeta não significa escrever poesias, formar versos e rimas e sair vendendo livros por aí.
Ser poeta não implica alguém ser escritor ou intelectual.
Ser poeta é estar permanentemente em harmonia com a vida.
Ser poeta é estar perto e longe ao mesmo tempo da mulher amada, e não a esquecer por um só momento em sua vida.
Poeta é aquele que fala das coisas do mundo, das coisas da vida, com os olhos do coração.
O poeta costuma sublimar suas dores oferecendo soluções para as dores do mundo.
Fala de amores com a mesma propriedade de quem entende de dores, por saber conjugar o equilíbrio entre distâncias que vivem tão perto
.
Luiz Maia


http://br.geocities.com/escritorluizmaia/

 

Música: Evening falls, by Enya

 

 

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