Luiz Alberto Machado

LUIZ ALBERTO MACHADO é poeta, escritor, compositor musical e autor teatral pernambucano, editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites e escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 5 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br


PRELUDIO


Foi por viver intensamente
Que amei esta carne
E a fisionomia secreta dos seres
Foi por amar a vida
Que beijei o ventre
E colhi o sonho do sol
Para proteger o homem e a natureza
Foi por ter submetido o coração ao amor
Que submergi nos olhos
No calor vivo das emoções
Sem haver negado qualquer alegria
Nem mesmo projetado qualquer mentira
E foi justamente por ter amado
Que acalentei a dor e a solidão
E renasci eternamente menino.

©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

 

ENTREGA

dê-me sua mão nessa rua
nossos sonhos são tantos
que já nem sei seguir
por veleidades
por esta eternidade
de sentir só
oh! tenha dó
sou curumim da flor de anil
mil emoções a mil
darão vigor a nossa lida
ressurreição da vida
quando valer o pó
por favor
não vá fingir
sorriso de manhã
sou o carinho da areia
na entrega do mar
e até invadiu minhas veias
o fogo de amar
não vá fazer do desejo
agonia malsã
porque nossas mãos anunciam
o amor já está prá chegar
dê-me sua mão
as minhas são suas
e faça delas duas
a fonte que jamais secou
faça delas a alegria
da vitória e do vencedor
faça assim
no calor dos seus dias
e de noite
no feitiço do amor

©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

 

DA ROSA, O POETA

dela, toda espera
nem soubera do amanhã desde ontem:
tropeços de uma vez
nunca demais errâncias de sempre. até quando?
era uma vez, ah, uma vez
e já rosa a poesia, o poeta só medra.
a rosa é a poesia. O poeta, nada: ulula.
a rosa, apesar: outono (que fecunda a poesia parindo lídimo amor) pudera.
fecunda a terra: a alma do poema.
a rosa, os passos do poeta: nem sempre sonhos, nem sempre sempre, pedras trilhadas: o amor, sangue, verbo e sexo. sexo: rubro da carne dela. sangue: a rosa dela.
na rosa o cio do poeta: a carne dos versos da prosa (limítrofes: coração na mão, nau ao léu, vau, vai).
Pudera.
Poesia e rosa, o poeta soubera.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

 

www.luizalbertomachado.com.br

 


 

 

Música: Ballade Nº1 in G Minor Op. 23, by Chopin

 

 

 

 

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