Luiza Helena

Guglielmelli Viglioni Terra

Local onde nasceu: Maria da Fé, "cidade-presépio", como a definia Alberto Deodato, localizada no sul do Estado de Minas Gerais, próxima a Itajubá, e que se caracteriza pelo clima de características européias, que alcançam temperaturas abaixo de zero grau C no inverno. Lá se produzem pêssego, uva, marmelo, castanha portuguesa, ameixa japonesa, pinheiro, oliveira, esta última introduzida por imigrantes portugueses na década de 50 e que é considerada símbolo do município. Muitos imigrantes portugueses, sírios e japoneses, além de outros de origem européia, se fixaram, ao longo do tempo, em Maria da Fé. Em 1891, foi inaugurada a estação ferroviária, com o nome de Maria da Fé, em homenagem à uma mulher valente e de personalidade forte que vivia na cidade. A cidade possui quatorze mil habitantes, a metade deles na zona rural.

Local onde mora: Belo Horizonte - MG

Biografia: Supervisora Educacional da Fundação Dom Bosco, em Belo Horizonte-MG, onde orientava professoras de ensino especial.
Trabalhei no Ministério da Educação, no Pré-Escolar, em Brasília-DF.
Professora do Colégio Francisco Salles, em Belo Horizonte-MG, de crianças portadoras de deficiência.
Professora do Colégio Objetivo Junior, em Brasília-DF, onde me aposentei. Lembro-me, com saudades, dos meus alunos, uma das quais, Taís Malheiros, quando me aposentei, me enviou uma carta quilométrica, dizendo "tia, te amo, volte para nós", que muito me comoveu.
Atualmente, me dedico às minhas poesias e ao trabalho artesanal (biscuit, pintura country e pintura pátina).

Moro em Belo Horizonte-MG, casada com Abilio Terra Junior, e somos os pais de um casal de filhos, Roberto, que cursa Administração, e Marcella, formada em Artes Plásticas.

Obra literária: participo com os meus poemas dos sites :

http://www.portalcen.org/bv/luiza/luiza.htm
www.palavreiros.org/
www.gargantadaserpente.com

Luar

Lua dos meus encantos,
teus raios expandem em meu ser
os mais sublimes sentimentos.

Luar na floresta, enleva as
grutas encobertas, cachoeiras e riachos.
Num ritual melódico e eloqüente
formam uma orquestra vital.

Lua...
Fico perplexa a admirá-la,
teu brilho me inspira,
me afaga e me fascina.

 

Cavalinho Azul

No quarto infantil
enfeitado com móbiles e
bonecas de encantos mil,
a garotinha se arruma para sonhar.

Seus olhos profundos, meigos e brilhantes
aconchega a mãe
que está ao seu lado.

Com olhar amoroso
sussurra com mansidão:
- mamãe, conta aquela história...

A mãe por certo já sabia qual,
dá um sorriso terno, segura suas
mãozinhas e começa a narrar.

Era
uma
vez
um cavalinho azul...

Com olhar fixo em seu semblante
não quer perder uma só palavra
daquela historinha que foi criada
só para ela.

Adormece como por encanto,
e viaja nas galáxias de seu mundo encantado.

Entre risos e brincadeiras
seguem no azular do horizonte
com seu Cavalinho Azul.

 

*Dedicado a minha sobrinha Isabella Elisa Viglioni Monteiro

 

Menina descalça


Menina descalça
perambulando pela rua,
olha aqui... olha acolá...
e vai tateando as latas vazias.

Noite fria.

com seu chalé roto
que cobre os ombros desnudos
sua mão trêmula, dedos esguios
admira o manequim
com roupas extravagante,
e sonha extasiada.

Começa a garoar.

E a menina saltitando
vai sem rumo e brinca
com as gotículas
que começam a cair.

E sem perceber, deixa pra trás
sua grande dor..


 

http://geocities.yahoo.com.br/luizaviglioniterra/l_v_t.html
 

 

Música: enya_ebudae.mid

 

 

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