Marilena Ferioli Basso


Naturalidade:- Taquaritinga, São Paulo/Brasil

Estado civil:- casada

Formação:- Licenciatura Plena em Pedagogia
Instituição Universitária Moura Lacerda-Ribeirão Preto

Licenciatura Plena em História
Instituição Universitária Barão de Mauá-Ribeirão Preto

Licenciatura Plena em Geografia
FAFICA de Catanduva

Profissão- Diretora de Escola Aposentada

Algumas Características Pessoais:-
Sincera, honesta, alegre, participativa,
idealista,romântica,sonhadora, etc.
Adora musica, leitura e poesia.

Atualmente apaixonada pela internet !

Dança das Horas



Muito quieta entre as cobertas,
Despertada!, pois o sono fugiu.
Começo a ouvir a primeira badalada
Das doze que o carrilhão irá soar.
Coloco-me a pensar no hoje que vivi:
O qual, por mais alguns instantes,
Terá sentido e significado,
Pois, perto está de se tornar
Um ontem saudoso e distante.
O que fiz hoje passará
Para a história da minha vida.
Não sei se vivi cada momento
De forma correta e proveitosa.
Vem a dúvida: apenas representei um papel
Enganando os espectadores
Que constituíram a minha platéia?
Como preciso refletir sobre meu hoje!
Mas não vai dar tempo...
Soou a última badalada,
Agora, não tenho mais chance:
O amanhã se faz presente.
Busco na experiência do ontem
Um incentivo para enfrentar
As horas que começam a bailar
Diante de meu olhar triste.
Como quero sair dessa crise existencial!
Ao raiar do dia preciso me apresentar
Ao mundo como nova pessoa.
Sem máscaras, sem medo:
Ousada, destemida, valente!
Darei um grito de liberdade
Anunciando que estou viva
E não vou mais deixar
Que emoções negativas
Abafem os meus sentimentos.
Vou trabalhar melhor as alegrias
Para que tenham o poder
De iluminar os meus dias.
Vou abrir meu coração e deixar
Transparecer todas as emoções
Que nele estavam contidas e sufocadas.
Vou começar a distribuir
O sorriso que ficou trancado
No rosto sério e sisudo.
Vou provar a mim mesma
Que eu tenho o direito
De amar e ser amada.
O homem que até ontem
Me magoou, me crucificou,
Hoje, está morto e enterrado.
Sua lembrança apagarei da minha memória.
Sobre ela jogarei as cinzas que restaram
Do fogo da minha paixão.
Vou renascer dessas mesmas cinzas
E alçar vôo como um fênix
Em busca de uma chance de ser feliz!

 

Correndo atrás do sonho !

Caminho em busca
do meu sonho de amor...
A estrada é íngreme,
forrada de pedregulhos,
de difícil acesso...
Consigo vislumbrar
no final do caminho
uma luz a brilhar,
seus raios iluminam
o rosto do homem
que habita os meus sonhos...
Fixo o olhar,
consigo distinguir
os olhos azuis brilhantes,
os cabelos revoltos,
a boca entreaberta,
como que a sussurrar
o meu nome
numa linda melodia...
Aperto meus passos,
meus pés se ferem
na pedras soltas
e o sangue escorre
deixando marcas no caminho...
Vou subindo a ladeira
que me deixa arfante,
com a roupa rasgada
pelos muitos espinhos
da borda da estrada...
Tomo fôlego,
inspiro alento,
reinicio a caminhada,
com o coração transbordando
de ânsias e desejos...
Noto que a distância
a ser percorrida já está
quase inteira vencida...
Não me contenho,e
saio em corrida,
para logo chegar,
e me jogar nos braços
do meu sonho dourado...
Eis que nos encontramos,
ele tranqüilo e risonho,
eu cansada e ofegante,
num abraço apertado ,
me encosta em seu peito...
Devagar, ele segura meu rosto
nossos olhares se cruzam
e, quase que instantaneamente
nossas bocas se encontram
selando um pacto de amor...!

 

Panhê

Mãe?
Pai?
Pai-Mãe?
ou Mãe-Pai?
Acreditamos que, neste momento,
Não importa como deveríamos chamá-la:
Importa sim, o papel que você
Representou e representa até hoje
Em nossas vidas de filhos.

Desde muito cedo, aprendemos a viver
Com a figura materna duplicada:
Exercendo tarefas inúmeras
Para poder sustentar os filhos.
Desdobrando-se em conselhos e exemplos
Para que chegássemos à juventude sem traumas,
Tranqüilos, mesmo com um pai ausente.

Confessamos, agora, que nosso coração suspirou
Quando você parou de colocar-nos no carro,
Com um pacotinho horroroso nas mãos,
Para apertar aquela maldita campainha,
Esperar aquele homem abrir a porta,
Receber o presente, e nem se abaixar
Para um beijo nos dar,
Ou um "muito obrigado" dizer.

Quando o dia do nosso aniversário chegava,
você se perdia em desculpas.
Acabava ligando,
Para que ele não esquecesse da data,
E nem assim o telefonema chegava.
Lágrimas de seus olhos brotavam,
E o nosso bolo, e o 'parabéns à você"
Acabavam perdendo toda a graça.

Mãe,
No dia em que comemoramos o "Dia dos Pais"
Quem merece o presente é você,
Que é a nossa rainha,
Que governa nosso lar,
Que nos ampara e nos dá carinho.
E que, ainda nos dá seu arrimo
Para que possamos terminar nossos estudos.

Estamos longe, minha querida:
Sentimos a falta de sua pessoa
Para poder abraçar e beijar todas as noites!
Mas, sentimos a sua presença constante,
As sua vibrações positivas e confiantes.
O som de suas preces chega ao céu,
E retorna nos dando força
Para enfrentar a saudade doida.

Mas, quando nos encontramos,
A festa é total:
Podemos declarar o nosso amor
Bem baixinho no seu ouvido,
Dizer ao mundo em altos brados,
Que a nossa enorme sorte
Teve a sua origem
No dia em que você nasceu!
Quem precisa de pai,
Se tem uma mãe linda como você?

 

http://ocantinhodalena.com.br/index/index.htm

 

 

Música: Tema de Lara

 

 

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