José Geraldo Martinez

09/1958 - 28/04/2013

Poeta , escritor, cronista, músico , compositor, produtor fonográfico , José Geraldo Martinez é nascido na cidade de Araçatuba SP, filho da também poetisa Mercilia Rodrigues . Autor de várias obras musicais , gravadas e editadas , no total de aproximadamente cento e sessenta músicas nos mais variados estilos . Lançou recentemente o livro " Restou-me um poema" . Ex sócio proprietário da gravadora CBM ( Companhia Brasileira de Música) . Reside atualmente em Araçatuba.

Ele nos deixou saudades em 28 de abril de 2013. Esteja em paz amigo!

Ah, eu sou tão feliz !

Ah, eu sou tão feliz ,
quando percebo, hoje , minhas mãos colhendo flores,
para entregá-las a alguém que amo !
Meus lábios murmurando ao mundo
perdida a solidão, que profano !
Ah, eu sou tão feliz,
quando ergo meus olhos ao céu ,
por todo horizonte à minha vista !
Quando percebo brotarem
dos olhos meus , duas lágrimas equilibristas,
pois sentia saudade de alguém ...
Da paixão anunciada !
Do meu corpo querendo os
braços da minha amada,
para aquecer-me de carinho,
e cobrir-me de beijos !
Para matar meu desejo,
de amar , amar , amar !
E sonhar... sonhar... sonhar .
Ah, eu sou tão feliz ,
quando me percebo caminhando
ao encontro das alegrias perdidas!
O vento levando o pó de mim ,
outrora descrente ...

Ah, eu sou tão feliz,percebo-me
amando novamente!

 

AS IMPOSSIBILIDADES !

Eu queria a realização das impossibilidades.
Aquelas mais desejadas ...
Ver-te voltando do ontem ,
quando ainda eras minha amada !
Amar-te no hoje
que cobra a tua ausência a cada dia .
Ainda que se tenham passado vinte
e cinco anos ...
Ah, Meu Deus ! Como eu queria
que fosse parado o tempo
em nossas últimas juras e
se fizessem todas cumpridas ...
Até de levar-te aos pés de um altar,
fosse eu o único homem da tua vida !
Que fosse eterno este amor ,
nossos beijos , nossos carinhos...
Tudo que de nós o tempo apagou !
Eu queria a possibilidade na
impossibilidade ...
de mudar o que o destino sacramentou !

 

IMAGINO ...

Em minhas glaciais geleiras ,
admiro na imensidão de mim
um céu de um mesmo tom ,
numa solidão sem fim ...
Mesmo que a minha volta
existam pessoas,
no ártico da vida que brota
ausente de calor !
Tombamos no frio de nós mesmos ...
Padecemos a falta de amor .
Comemos um ao outro ,
a princípio, todos os valores morais !
Voltamos a era de então ,
dos tempos glaciais !
Reclamo do quê ?
Nada fiz !
O amor que neguei , recebi de volta ...
A mão que não estendi , também
não me estendeu !
Sobrevivo qual homem das cavernas...
Minha alma, múmia, endureceu!
Em minhas glaciais geleiras ,
na solidão de mim, com minha dor,
imagino, no horizonte de um mundo frio,
o dia em que foi habitado por pessoas que
tinham calor !

 

 

 

 

Música: Sonata Claro de Luna, de Beethoven

 

 

 

 

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