João Videira Santos


João Videira Santos nasceu em Lisboa, Portugal.

Descende duma Familia que na defesa dos valores da
liberdade e da democracia, sofreu a prisão, a tortura e a
deportação.

Com esses valores foi educado, cresceu e se fez homem.

As artes sempre o atraíram e desde muito jovem que
escreve poesia.

Conviveu com algumas das mais proeminentes figuras
da cultura Portuguesa, bem como com a boémia da sua
cidade.

Paralelamente à actividade profissional, politica e
sindical, desenvolveu a sua criatividade, não só na
poesia, como, também, na musica e nas artes plásticas.

Alguns dos jovens interpretes da canção Portuguesa
dos anos 60 e 70, interpretaram composições de sua
autoria.

Muitas delas encontram-se gravadas em disco e tiveram
edição internacional, inclusivé no Brasil.

Algumas das suas composições foram premiadas em
Festivais da Canção.

Colaborou em diversos programas de rádio em
Portugal e no estrangeiro, escrevendo poesia, crónicas
e textos de opinião.

Em 1969 foi considerado uma das figuras mais populares
no mundo do espectáculo e em 1974, um dos valores
positivos da poesia, divulgada na rádio.

Tem editados livros de poesia em Portugal e no Brasil,
bem como outra divulgação na imprensa e em páginas da web.

No campo das artes plásticas, participou em diversas exposições
individuais e colectivas.

Alguns dos seus trabalhos fazem parte de coleccções particulares
em Portugal, Espanha, França, Roménia, Brasil e Venezuela.

Em 2004 e 2005, foi distinguido com o "Silver Award" pelo
Artmajeur.

Foi fundador e membro das primeiras direcções da
Apoiarte / Casa do Artista, em Lisboa.

  MAGOADA DESDITA

 Dessa magoada desdita,
onde os olhos são janela,
há uma demora que tarda
na espera desesperada.

Mágoa magoada sofrida
pelos tingires do coração,
ela esgota o cansaço do corpo,
refúgios da consolação.

...E roubando consolos,
em tudo que o tempo devora,
fica a desdita suspensa
em cantares que são de agora.

 

 

UMA LÁGRIMA

 

Uma lágrima é um caudal.


Um mar,
um rio.


Um desespero mudo
e frio.


Uma lágrima...
oceano de tristeza,
onde a alegria se afoga...

 

GOSTO DESSE GOSTO


Gosto desse gosto...

Onde me enrosco
e adormeço;

onde me enfeito
e estremeço;

onde me guardas
e ofereço.

Gosto desse gosto...

Onde cada dia a sós
é um dia colorido
no colorido de nós.

 

SOU UM TIPO VERTICAL

A
p
r
e
s
e
n
t
a   -   me  a noite

o                                   espaço da criação,

o flagelo do açoite,

o  c                             da ilusão.
      a             n  h  o
         m  i
 

 

http://www.joaovideirasantosartes.web.pt/

Portugal

 

Música: Se as Flores por mim Chorarem
Autoria: João Videira Santos
Intérprete: Corina

 

 

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