Iara  Melo

Filha de Josias Bezerra da Silva e de Sebastiana Mélo Bezerra, nasceu no dia dois de Abril, na cidade de Garanhuns, Estado de Pernambuco, Brasil.
Cursou o científico com especialização em Análises Clínicas, posteriormente fez Administração de Empresas e finalmente por trabalhar na área de contabilidade e muito gostar, fez o curso de técnico em contabilidade.
É luso-brasileira, veio passear em Portugal, e por aqui ficou há mais de sete anos numa pacata vila chamada Mira de Aire, onde estão as maiores grutas de Portugal, as “Grutas de Mira de Aire”; agraciada com uma paisagem paradisíaca em frente à morada, acorda e tem diante de si uma belíssima serra , a Serra dos Candeeiros e todos os dias ao levantar "reverencia-lhe", recebendo o seu cordial Bom Dia ao dizer-lhe: “PREPARA-TE, TERÁS MAIS UM BELO DIA DE VIDA!”.
Sempre gostou de escrever, tem facilidade de desenvolver temas sobre os mais diversos assuntos, mas não poesias como agora o faz, como ela diz: "para mim algo “inexplicável”, simplesmente aconteceu já estando cá em Portugal. Gosto do que escrevo, mas pretendo a cada minuto aprimorar a minha poesia, as minhas mensagens; enfim, tudo o que faço acho que deva ser bem lapidado".
É uma pessoa muito preocupada com o viver o amor, penso que ele é fundamental para que cresçamos, evoluamos como seres humanos. Respiro, vivo, luto por ele. Minha preocupação maior é pôr em prática o bem, O AMOR EM TODA SUA PLENITUDE!
Amo a vida, sou feliz, creio em Deus, em Jesus Cristo, na Virgem Maria e em todos os bons mentores espirituais que nos circundam, protegem e guiam".

Encontrei-te

Digo-te que há tanto
Espero por este momento,
Quantas horas sonho em ter-te um dia
Busquei-te nos lugares mais longínquos
Naveguei tempestades em calmaria
Saciando minha sede a esperança
De que um dia chegarias
Digo-te sem receio
Que o desejo que invade-te,
É o mesmo que invade-me sem medo,
Nas curvas do meu corpo
Encontro tuas mãos macias,
Nos lábios sinto teu beijo alucinado
Na íris dos teus olhos encontro harmonia,
Todos os medos foram-se em desespero
Por mirarem a chama do amor que
Nos radia.
Minhas mãos procuram-te
Aconchego-te em meu peito
Tocas-me suave sinfonia,
Nossas almas arfam sem receio
Pelo desejo não ser somente um dia
Digo-te que esta hora é mais
Que uma hora
Por nosso amor não ser mera ventania.

 

Desalento

Por onde anda
Aquele amor
indomado,
ardente,
insaciado...

Por onde andam
Os meus olhos
não cansados
na busca do encontro
desatinado...

Por onde andam
Os meus passos
firmes
passivos
em busca do meu
sentimento
profundo, amado...

Por onde andas quimera
angústia desalentada
te fostes
partistes no adeus
ao desalmado...

 

Meu Livre Livro do Passado


Realidade e sonhos
Compõem o meu livre
Límpido passado
Onde o pecado não existia
A liberdade sendo essência
Do meu dia a dia

Sem culpas ou medos
Cintilava entre ruas,
Salões, avenidas
Tal qual a noite
Brilhante, ofuscante, ardia

Mensageira sem covardia
Não Abrindo portas a hipocrisia
Fervilhava corações
Deslumbrados com tal menina
Desmedida de pudores
Porém, pura e virgem de amores.

Não fecho as portas
Ao meu livre livro do passado
Nele contém páginas radiosas
De alegria, de liberdade e magia
Sem delírios ou utopias
Sob olhares desejosos
Realidade vivia.

 

http://www.universodoescritor.com/

Brasil/Portugal

 

 

Música: Vozes no Mar, Madredeus

 

 

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