Eugénio  de  Sá

Sumário de uma Vida

Eugénio de Sá nasceu em Lisboa, no típico e antigo bairro da Ajuda, em Março de 1945.

Após os seus estudos no instituto Superior de Comércio, ingressou na Força Aérea Portuguesa, onde prestou o serviço militar.

Em 1969, depois de uma breve passagem pela Ford Lusitana, junta-se a um grupo de jornalistas no arranque do Jornal A Capital, de expressão nacional.

Anos depois, com outros jornalistas do automobilismo desportivo, inicia a publicação da Revista Automundo, que viria a integrar o grupo de publicações da Intervoz, onde se distinguiam edições tão históricas como a Casa Viva, a Arquitectura e A Mulher d’Hoje, entre outras. Assume, então, a direcção comercial da área de publicações da Intervoz, cargo que desempenha durante sete anos, até à extinção da vertente editorial do Grupo.

Em 1984, Eugénio de Sá inicia um novo ciclo na sua vida profissional e assume funções de supervisor de clientes e director do departamento de stands da Agência de Publicidade Comunicar (Grupo Publicis – France), tendo como cliente principal a Renault Portuguesa, cuja conta gere até 1992.

Ainda nesse ano, com o seu amigo José Rego, funda a Agência Rego+Associados, onde passa a assegurar as funções de Director de Clientes. Com o desaparecimento prematuro de José Rego a Agência encerra as suas portas.

Entretanto aposentado, Eugénio de Sá decide aceitar o convite do seu Amigo Padre J. M. Cortes, para assegurar a assessoria de Comunicação, Imagem e Relações Publicas da Paróquia enquanto durar a construção da primeira Igreja – no mundo – consagrada aos Pastorinhos de Fátima, cuja inauguração teve lugar em Maio de 2005.

Hoje, além de crónicas e contos que publica, regularmente, em jornais regionais e nacionais, a sua poesia encontra-se editada em vários Sites da especialidade em Portugal e no Brasil.

Correspondendo a um convite E. Sá assumiu recentemente, funções no Executivo da Prefeitura da sua Cidade; para as áreas da Cultura e Comunicação.

Portugal
Julho de 2006
eugeniodesa@kanguru.pt

ad majorem Dei gloriam
( Para maior glória de Deus )


Sonhei um dia ser cavaleiro cruzado
Navegando no Mar mediterrâneo
Deixando para trás a epopeia
E o sepulcro de Cristo bem guardado

Godofredo Bulhão o chefe bem-amado
Qual campeão de Deus, vitorioso
Rei de um Jerusalém esplendoroso
E o infiel a seus pés, já dominado

Desse medonho embate memórias guardo vivas
Do bravo resfolgar dos corcéis de batalha
Ao cruzar das espadas no assalto da armada
E os prenúncios de morte em armaduras fendidas

Cingida ao peito tinha a Santa cruz
E a protegê-la malha e armadura
Contra elas chocaram setas e a metralha
E cimitarras mouras chispando como luz

Já o elmo caíra a golpes de machado
E o punhal sarraceno descia vingador
Quando ferido e sem força que dominasse a dor
Vi de uma só lançada o mouro trespassado

Senti que Ele me guiva naquele dia em seu preito
Cristo estava comigo na contenda
Ditando a minha sorte nessa manhã tremenda
E a Sua cruz incólume pendia-me do peito

Jerusalém ardia p'las muralhas abertas
Nos gemidos dos feridos esbatia-se o fragor
Da vitória por Cristo dos mortos por amor
Drapejavam bandeiras nas ameias desertas

Da costa de Israel já ao não vejo o recorte
A barca segue lesta com a brisa a soprar
E os cavaleiros cansados de tanto pelejar
Encostam-se à amurada que lhes ampara o porte

Acordo desse sonho mas não perco o registo
Dos defensores da fé; bravura e a glória
E da nobreza com que eles souberam conquistar a história
A golpes de montante; Os cavaleiros de Cristo.

( Evocação da tomada de Jerusalém em 1066 )

 

Amar-te assim, quisera

Passear minha mão, assim, quisera
Roçando o teu pescoço levemente
Descer por esse colo brando e quente
A caminho de um ventre à minha espera.

Quisera, meu amor, aconchegar-te a mim
Acariciar-te as coxas e os seios
E deixar aos sentidos doces devaneios
Até te sentir trémula num espasmo sem fim.

Depois, com o desejo ainda a fermentar
Fazendo latejar os nossos corações
Beijava-te o cabelo húmido de amar
Dormíamos em paz guardando as emoções.

 

Ser poeta é ser diferente

Quem escreve, sabe bem, que a criação
É mais nobre com a alma amargurada
Mas se não se peça grandeza ao coração
Daquele que se condena à prostração
Não se enternece a mão que foi ferida pl'adága

Mas…
A poesia é feita de ternura, de amor, de redenção
E, mesmo com a revolta sufocada
A mão que a escreve não devolve a agressão
Porque o dom do poeta é feito de perdão
E do amor ao sonho, pelo sonho, e mais nada.



http://www.poemar.com/EugenioDeSa.htm
http://amigospoetas.bravehost.com/eugenio_de_sa.htm

Portugal

 


Música: Canção do Mar

 

 

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