Ermindo Gomes Rocio

Corria o ano de 1880 e nesta época duas
famílias distintas uma na Itália os – Rocios -
e outra em Portugal os – Gomes - faziam
planos de partirem para o Novo Mundo,
uma terra longínqua e distante que só existia
na imaginação dos mais ousados.

Assim foi que em 03/03/1887 chegam ao Rio de Janeiro
os irmãos Giuseppe Rocio (José Rocio) e Ernesto Rocio
que fixaram na Região do Espírito Santo
como lavradores e de cuja descendência
nasceu meu pai Neustolino Rocio
em Aymorés/ES em 14/05/1914.

Mais nebulosa é a parte materna,
sabemos apenas que descendente de
Joaquim Francisco Gomes de origem portuguesa
e Maria Petronilha Rosa Damascenos (Gomes)
de quem nasceu em Argirita/MG
minha mãe Altiva Aparecida Gomes (Rocio)
em 19/05/1918.

Meu pai militar (Sargento do Exercito)
e minha mãe conheceram e se casaram
em 16/10/1936 em Argirita/MG.

Desta união nasceram 10 filhos sendo oito vivos.
Eu fui o quinto da turma nascido em Juiz de Fora/Mg
em 03/12/1943, onde cresci e passei grande parte
de minha infância.

Estudei no Grupo Antonio Carlos (primário)
fiz o Primeiro e Segundo Grau no
Colégio Militar de Belo Horizonte
de onde sai para prestar vestibular
para o Curso de Engenharia Civil
na Universidade Federal de Juiz de Fora
onde formei em Setembro de 1971.

Hoje, casado, dois filhos moro
em São Paulo/SP no Jardim Marajoara.
Meu ramo de trabalho continua sendo
a Construção Civil, mas, no meu lado pessoal
sempre fui voltado para a leitura
a qual me dedico especialmente em três assuntos:
Religiosos (Espírita que procuro entender profundamente);
Rosa-Cruz que me filiei em 1971 e nunca mais me afastei
e ao motivo principal desta página:
Poesias, Poemas e Mensagens.

Achei na Internet uma fonte inesgotável
sobre estes assuntos e meu desejo
é repartir com vocês os amigos que encontrei
colocando aqui os Links que visitei
e aproveitar para desejar que este trabalho
possa lhe ajudar a passar horas
agradáveis e frutíferas.

A VIDA E A LÂMINA

Lâmina de aço reluzente,
desce solene brilhante,
fio na carne cortante,
sobe vermelha pungente.

Gota amarga que desce,
entranhas abaixo fenece,
um grito de dor estremece,
na cor do sangue que desce.

Sol já ausente a noite caía,
nos seus olhos eu me perdia,
tristeza era só o que sentia,
pranto, e dor na alma vertia.

E assim a lâmina nos separou,
sabor amargo da saudade ficou,
você se foi minha vida passou,
na boca a gota amarga restou.

 

A VIDA E TEU BEIJO

A onda bravia que quebra na praia,
o vento suave roçando minha face,
são relâmpagos em noites sombrias,
ou o canto suave da fonte que nasce?

O metal chamejante na forja do aço,
e um corpo inerte que jaz no vazio,
são estrelas a explodir em pedaços,
ou um simples toque de carne no cio?

Coração acelerado, pelos arrepiados,
num único desejo de sentir tua boca,
todos meus sentidos ali concentrados.

Contradições da vida que na intimidade,
vivo neste meu segundo de êxtase louca,
ao roubar no meu beijo tua doce umidade!


 

A VIDA E A CRUZ

A vida assim como uma longa estrada,
tem muitos encontros e desencontros,
foi distraído que em minha caminhada,
encontrei você em um destes encontros.

As almas de primo se aconchegaram,
logo se viram encetando novas viagens,
o caminho seria único assim decidiram,
da janela sorveriam as mesmas paisagens.

Daquela união as sementes plantaram,
filhos e netos um florido e belo canteiro,
proles das almas gêmeas logo brotaram.

Hoje, um séqüito na estrada a caminhar,
a campa tilinta rumo a pequeno outeiro;
lá duas cruzes vão aquele amor eternizar.
 

 

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Música: Bridge over troubled water, by Simon & Garfunkel

 

 

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