Elaine Freitas

Resido em Sorocaba, interior de São Paulo, onde nasci no mês de abril de 1969. Escrevo desde menina, mas fiquei alguns anos sem expressar minha alma. Agora volto e retomo devagar a expressão de minhas emoções e fantasias através das letras.

Tenho 3 filhos lindos que enchem minha vida de beleza e amor. Sempre fui apaixonada por livros e freqüento assiduamente bibliotecas e sebos literários.

Outras paixões em minha vida são filmes e artes plásticas.

Autodidata e inquieta, estou sempre procurando aprender coisas novas. Para afugentar a rotina que me castiga, movimento a alma com as letras que brotam das minhas mãos e dos livros de grandes autores.

Escrevo para prover de asas a alma e a imaginação.

Essa é uma parte de mim...

Elaine Freitas por Lê Moraes

 

Boca Amante

Boca amante sussurra beijos

lânguida desce aos lábios sedentos

vai dos olhos á face em pejo

feito rosa feito vento



Cálida boca de tom rosado

sorve com gosto todo orvalho

da noite incauta e pecaminosa

que urge teus beijos molhados



Faminta boca tão minha

que ascende fogo intenso

reclama para si todo mistério

carinhos enlevados e plenos



Boca fremente de vontades

do gosto da paixão e do pecado

atiça a chama ardente

do inebriante gozo esperado.

 

Folhas Soltas

Aqui agora

caço letras, formo palavras

versejo a noite, solto as amarras

A brisa noturna, acalanta o pranto

com seu perfume de rosa desnuda

Olhar perdido no céu,

entoa um canto sofrido

Tristes lágrimas somente decantam

este poema maldito.

Poema da solidão, da dor de um coração

irrequieto incompreendido

de alma esdrúxula e juízo perdido.

Poeta insano de sentimentos oblíquos

Cala-te a alma

Silencia a tua voz

Porque da tua dor só restará o torpor.

 

Tua mão

Quem dera tua mão na minha

em lânguido e sereno passeio

provando a doce magia

da pele em rubro desejo.

Orquestrando passo em segredo

valsando ás espáduas nuas

provocando pausadamente

sonho , anseio e loucura.



Feito rima resplandecente

desliza pela face fulva

evocando cálidos desejos

emudecendo a mais ousada Lua.

Sedução e encantamento

no teu toque estão presentes

versejando assim sem receio

amor e paixão sem rasura.



Quem dera tua mão tão minha

trêmula, entregue e perene

resvalando caminhos secretos

despertando a flor dormente.

Quem dera tua mão amada

no meu corpo docemente

tornando delírios concretos

apossando-se finalmente.

 

elainefr@terra.com.br

 

Música: Instrumental

 

 

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