Celso Brasil

Celso Brasil, filho de um Competente Jornalista (letras maiúsculas propositais e justificáveis) e uma saudosa MÃE (também maiúsculas), natural de Araçatuba, interior de São Paulo. Sempre escrevi em papéis que... depois eu jogava para alto. Vinte e um anos passados na capital do estado, ali aprendi de tudo... até ser assaltado.
Voltei para o interior, já no terceiro casamento e ocorre importante evento. Profissional e estudioso de marketing e vendas, tendo isso por paixão, comecei a escrever em tudo... escrevendo até no chão. Com algumas dezenas de anos (desde 57), ignorando meu jeito, achando que nem cartas comerciais sabia escrever direito. As frases eu invertia, tudo se complicava. Tentava mudar a grafia... era a poesia que me chamava com jeito de erudição até que um dia surgiu a grande Conceição (minha madrinha literária) que disse: "Não faça mais isso, não!!! não jogue mais fora os escritos! Jogue todos na minha mão, porque quero fazer tua crítica e... te aviso de antemão: você não é de outra área..." TORNEI-ME POETA, ENTÃO.
Hoje, residindo em Curitiba, mas, mantendo dupla cidadania, pois, não deixo minha querida São Paulo, onde mantenho a sede da ABRALI Editora Ltda. e visito semanalmente.
Agradeço a DEUS meus valores e por ter colocado em meu caminho, os grandes incentivadores: Zeni (esposa amada), William e Vinícius (meus queridos filhões), Aline (minha filha-doçura) e minha madrinha querida, que é a Conceição.
A estes, dedico meu trabalho.
Hoje, Amante Fiel da Literatura e da POESIA!
Do verbo sou um atleta... lutando para ser alfa, não beta...
Celso Brasil - Poeta.

Sou a Verdade

Sou a Verdade. Minto para sobreviver.
Mostro-me benéfica. Sou chaga a doer.

Destruo amizades, grandes amores
E laços eternos jazem por eu ser.

Em verdade, me faço motivo de dores.
À vida de seres castos, levo o padecer.

Aqueles que em mim viverem, cantarão
Falsas alegrias e glórias... Quanto sofrer!

No mundo, todos, por mim, brindarão
Vitórias sem dolo. Néscios... irão perder!

Não vêem que apresento sérios defeitos?
Que destruo o que fazes por merecer?

Contrario os sábios e sacros preceitos!
Separo, magôo... enlouqueço teu viver.

Não tentes projetar-me para teu porvir!
Em parcas doses, útil, poderás me ver.

Talvez, se eu não persistisse em existir,
Somente, na Poesia o universo iria crer.

 

Agonia da Rosa

Mulher, sofres em companhia
De quem não sabe te amar?
De quem não conhece a poesia
Que há no depois de se dar?

Mulher, sofres o desprezo
Após transvestires em objeto?
Depois de, com tanto enlevo,
Doares teu ser por completo?

Pseudo companheiro saciado,
Não vês que depois continua
Pulsando o carinho calado
Nas veias daquela ainda nua!?

Onde estarão os lindos versos
Escritos em tempos de outrora?
Estrofes mostravam o inverso
Do que tu te mostras agora.

Por que te viras e finges
Não ter o afago, a magia?
Perdeste o ensejo sublime
De transformares em poesia.

Exiges daquela, que usurpas,
Prazeres para ti somente.
Assim, tu não amas! Estupras!
Violência... coração demente.

Mulher, que choras à mingua
Na morte da doce ilusão,
Perdoa esse ser que ainda
Não sabe o que é paixão.

SENHOR! Perdoa os brutos
Que ainda não sabem amar!
Tua bela criação sofre o luto
Na morte do verbo sonhar.

Mulher... criação divina!
Vem meu peito regar
Com lágrimas de tua sina.
Quero te consolar!

Declamo meus versos e prosas
Para teu peito ferido.
Permita-me enchê-lo de rosas!
Curar-te o coração combalido.

 

Poesia do Poeta Calado

A vida é breve passagem.
Disso, tenho consciência.
É como uma leve aragem
No rosto da existência.

Pergunto ao destino fatal
Como será a minha ida
Ou volta ao celestial?
Disso, não entendo ainda.

Me morrerei de amores
Ou de desconhecido mal?
Hei de sentir dores?
Como será afinal!?

Corações que aqui deixarei
Sentir-se-ão castigados?
E amores que aqui amei
Por eles ainda serei amado?

Colocarão em meu túmulo
O que escreverei de epitáfio
Ou totalmente sem rumo
Gravarão um breve prefácio?

Quem chorará minha ausência?
Alguém morrerá um pouco?
Alguém perderá a paciência
Na falta do Poeta Louco?

Escreverão em meu báratro
Poesias sem rima e sem dor
Ou vão expor em um mastro
Os mais lindos versos de amor?

Quem lembrará de mim
Em seu café da manhã
Ou sempre ao dormir
Na calma da noite sã?

Quem Poesias conceberá
Dizendo que sou imortal
Ou quem nunca o fará
Por me achar infernal?

Haverá belas orações
Para mim ali deitado
Ou soltarão mil rojões
Por eu ter descansado?

Qual a mulher que outrora
Por mim fora tão amada
Chorará como chora
A viúva desesperada?

Os filhos que aqui deixar
Receberão meu legado?
Também, haverão de chorar
Na Poesia do Poeta calado?

Deixarei muitos dos amigos
Tristes ao ver meu caixão?
Só neste dia os verei
Ou minha cova visitarão?

Se o espírito é imortal
Ou cheio de vindas e idas,
Quando voltarei afinal?
Serei Poeta em outra vida?

Questiono essas verdades
Em minha breve vivência.
Pedaço desta eternidade
De causas e conseqüências.

Amores eu tive e perdi,
Embora não fosse a meta.
Amor lhes dei, não menti!
Amei como ama um Poeta!

Talvez, minha Poesia esteja
Deitada a meu lado no dia
Dizendo-se finda também,
Por morrer quem a fazia.

Mas se alguém ainda for ler
Poesias que aqui deixarei,
Então esse alguém há de ver
Que vivi, e escrevi, e amei.

 

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Música: Crazy

 

 

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