Belvedere Bruno

Nasci no dia 17 de outubro em Niterói, onde resido.

Cedo despertei para as letras, fato que devo ao incentivo de meu pai que sempre presenteava os filhos com livros, além de ser um ávido leitor. Dele herdei tais características.

Durante muito tempo escrevi, porém tive um período marcado por um profundo afastamento da escrita, a qual retornei há cerca de dois anos.

Atualmente dedico-me às prosas, que é onde mais me identifico.

Tenho, junto com os escritores do grupo Pax Poesis, duas antologias: uma de poesia e outra, recém-publicada, de prosas.

Vivo dias felizes e plenos de esperança.

Psiu!

Silêncio!
Há vozes que se retraem
com medo da vida...
Sofrências que isolam,
num arrastar de correntes,
lágrimas em ponto-de-cruz...

Coroas de espinho,
enfileiradas para a via crucis.

Por que sofro,
se nada tenho com isso?

 

Procurando Elizabeth

Sempre sutil
em suas observações.
Firme, mas
consciente de que,
para sentir-se forte,
não necessitava
usar palavras duras.

Face plena de quietude...
Qual fosse a situação,era
um jorrar de doçuras.

Ando saudosa do cheiro
das palavras dela e
do tom que conseguia emitir.

Alguém a viu por aí?

 

Quarta-feira

Caí de quatro
ao saber
que, de fato,
acabou
nosso romance,
que sempre esteve
fadado ao fracasso...

Meus olhos
não queriam enxergar.
Só viam lantejoulas,
sedas, vidrilhos,
e o som era sempre
de carnaval.

Na verdade, sempre foram
cinzas de quarta-feira.

 

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Música: Dominó, by Invierno

 

 

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