Armando Sousa

Meu nome é Armando Sousa... nasci no norte de Portugal, senti os efeitos da segunda guerra mundial e o Salazarismo... imigrei para a França em 1964 e daí para o Canadá em 1968, onde resido com os filhos e netos... aqui me iniciei escrevendo Poesias Artigos para os jornais da comunidade Portuguesa, contos e crónicas.

Tsunami 2004

A ti Mãe Natureza
Mãe natureza, mais uma vez mostras-te teu poder
Era natal, destruístes os paraísos de prazer
Praias lindas, paraísos do céu
Envias-te teu Tsunami, e tanta vida desapareceu
Maremoto Tsunami levas-te tudo que quisestes arrastar
Sumatra, velha conhecida da língua portuguesa
Tremestes e destes às ondas o paraíso de tua beleza
Lindas praias, tantos corpos, estendido à sombra das palmeiras
Tu mãe natureza, deste ao viver horas derradeiras
Tantas praias por onde andaram meus antepassados
Destruístes mãe, tantos sonhos sonhados
Mãe, tantos se esquecem de teu enorme poder e de te respeitar
Apenas acendem velas, e mãos erguidas a rezar
Tu mãe, escolheste o dia
Para mostrares neste vale de lagrimas a quem respeito se devia
Mostra mãe que te devemos respeitar
Como ao Emanuel filho de Maria
27/8/1883 Java e Sumatra viu 36.000 desaparecer e tantos sofrer
15/6/1896 Sanriku Tsunami destruiu o religioso festival.
26.000 morrem em Japão nas bancas do areal
17/12/1896 bulevar de Santa barbara na Califórnia foi levado
31/1/1906 Colômbia e Equador tiveram o seu desterro.
e mais de dois mil seu enterro
1/4/1946 Alaskan terramoto chegou Tsunami a Hawai
deixou 150 mortos, destruição não parando aqui
22/5 1960, mais de mil mortos no Chile
bateu em Hawai e Filipinas, varrendo as costas do Pacifico
deixando mortos e aleijados mais de mil
28/4/1964 sextas feira santa, mais um Alaskan
mortes e destruição
16/81976 um Tsunami leva mais 5.000 nas Filipinas
a terminar suas sinas
17/7/1998 Nova Guiné viu a destruição
deixando mais se dois mil mortos, e tanto sem casa e pão
a ti mãe me dedico. sei que és realeza
espantado eu fico com tua enorme beleza
em ti vou viver eternamente o minha mãe natureza.

 

Tricote de Palavras

Tricote de palavra, das que sei, é singelo.

O rendilhado de amor delas é lindo é belo

Estaria mentindo dizendo não adoro a vida

Gostaria de receber tudo por igual medida

 

Não gosto de escutar a dor, musica infernal.

O arrepio do meu sentimento não é igual

É doce o tricotar meus sentimentos de amor

Mas escutar essa musica infernal… é dor.

 

Porque mentir sobre o emalhado do tricote

Procuro tocar a musica da arpa sem saber

É meu deus que deu de escrever este dote.

O tricote de palavras, sem poder aprender.

 

Está na hora de te dizer o quanto te amo

Mesmo que esteja perto o aceno de partida

Tricotes rendilhados, saber é um engano.

 

Tudo deixa ficar ao entregar nossa vida

Mas porque não, tricotar as palavras que amo.

Deixar em tricote minha poesia querida.

As Cores da Amazônia

Verde de mil e um verdes, vida a subir.

Agarrando o sol

Planície do verde olhando o céu, a florir.

Casa e mesa das mariposas de mil cores a casar

Beleza de diferentes pássaros a voar

Subindo às alturas, para do verde sair.

Amazônia, pulmão que a natureza nos deu.

Folhas são ventoinhas purificando o ar do céu

Dentro de seu verde tanta vida

Beleza para nós desconhecida

Tantos sonhos selvagens, frutos esquisitos.

Podem ser de amor ou de morte da Amazônia gritos

Numa certa clareira, moças deitadas.

Cobrindo suas vergonhas

São cores, muitas cores, tom garridas, pintadas.

 Cabanas construídas de folhas de bananeira

Quando chove, é ali que se realiza toda a brincadeira.

Macacos voam fugidios

Mil qualidade de peixes e piranhas nos rios

Debaixo de tanta frescura, vive gente primitiva sorrindo.

Mas a civilização vai seu lar destruindo

Com enormes queimadas

Deixando as cores da Amazônia desbotadas

Debaixo dos mil verdes, nossa saúde nas flores.

As raízes são venenos da nossa doença

 Tudo isto pode fazer passar nossas dores

Aumentar no viver nossa Crença

 Debaixo do verde repuxos ou lanças de pau

Dão vida a vida com o cacau

Névoas respiram chuva torrencial

Não queiras conhecer os segredos dos fluviais

Formam oceanos de espuma amarela

Deixado os verdes aveludados

Em linda aquarela

O sol raia, grande alegria.

Ouve-se o batuque, musica de poesia.

www.pequeninapoesias.com.br

Portugal/Canadá

 

Música: Vozes no Mar, by Madredeus

 

 

Voltar Menu

 

Art by Ligi@Tomarchio®