Águia Real


Para vocês que tem curiosidade em saber quem sou eu... posso dizer... nasci na Tijuca... na cidade do Rio de Janeiro... num dia 17 de outubro do ano de 1936... naquela época o Distrito Federal... e vivíamos uma época bem conturbada... sobre a ditadura de Getúlio Vargas... tinha uma única irmã... 4 anos mais velha que eu... chamada carinhosamente de Leninha... aos 3 anos de idade nos mudamos para o bairro de Botafogo... onde vivi durante toda a segunda grande guerra mundial... com todas as coisas ruins que haviam na época... como a cidade toda apagada... temerosa de ser bombardeada... racionamento de trigo... total falta de ferro e outros metais... todos redirecionados para os esforços de guerra... ali vivi feliz até meus 14 anos... quando perdi meu querido pai... fomos então morar com minha avó materna no Largo dos Leões... também em Botafogo... aos 17 anos comecei a namorar uma menina... com quem me casei aos 24 anos... ainda com 17 anos... fui para a escola preparatória de cadetes do exercito na cidade de São Paulo... tendo tido a honra de ter desfilado na parada comemorativa do quarto centenário daquela cidade... não segui a carreira militar... casado jovem... tivemos uma filha... única por sinal... estudei filosofia de matemática... formei-me em arquitetura... e ingressei na Internet em 2000... totalmente ignorante desse novo mundo... comecei a escrever... depois a ensaiar umas formatações de mensagens... quando conheci Marilene... a Tulipa... que com um espírito muito colaborativo... me ensinou os primeiros passos dos e-mails com textos e fundos em movimento... depois contei com a ajuda de Criszinh@ do lindo site Amor, Sonhos & Poemas... que me ajudou tremendamente com suas dicas... orientações... e algum trabalho... para que o Águia Real Home-page entrasse na net.... e hoje estou aqui... escrevendo e formatando mensagens para vocês... e criando sites para vocês... tendo o meu gatinho como símbolo dessa mistura de águia/gato...

NO MEIO DO CAMINHO...
(nem sempre há uma pedra)

Numa trilha da floresta...
numa curva do caminho...
estava uma pedra jogada...
uma pedra pequenina...
pouco maior que uma unha...
há muitos anos atrás estava enterrada em um
barranco... e aconteceu...
nem se lembra quando...
um homem com um galho... retirou-a de lá...
nem olhou para ela...
e lá ficou jogada... pegou chuva... pegou sol...
um menino ali por perto...
ouviu o canto da ave... um passarinho azul...
pegou a atiradeira... fez a mira...
e pum... errou.. errou tantas...
olhando para a pedra... pegou-a...
mirou bem e atirou...
mas o pássaro maroto...
já meio desconfiado...
sem olhar para o garoto...
foi voando para o mato...
a pedra já passou longe... bateu no chão e rolou...
lá na beira do caminho foi que ela acabou...
apoiada pelo mato... ao lado de outra pedra...
mais tempos bons e de chuvas...
animais só lhe cheirando... sua cor era diferente...
passando um viajante...
pegou a pedra... olhou-a...
abriu seu alforje e guardou-a com carinho...
chegando em casa...
a primeira coisa que fez foi lavar a pedra...
e colocá-la numa prateleira...
onde todos os que chegassem pudessem vê-la...
conosco muitas vezes essas coisas acontecem...
estamos só em um canto de nossa vida...
chutados de um lado para o outro...
até que um dia...
aparece alguém que nos dá importância...
nos cuida carinhosamente...
sentindo orgulho de nós...
do que somos ou fazemos....
infelizmente... grande parte das pessoas...
assim como muitas pedras...
ficam dentro dos seus barrancos...
outras pedras... são apenas chutadas...
por toda a sua existência...
pobres pedras...
pobres pessoas...
sem destino...
sem atenções...
sem amor...

 

A PENA

Quem era ele?...
ninguém sabia...
leram a sua alma... alma de criança...
que nesse mundo louco... nasceu...
era um menino...
com suas brincadeiras... travessuras... sofreu pela vida...
com isso amadureceu...
nos muros dessa vida...
muita cabeça bateu...
os anos foram passando...
alegrias... agonias... desgostos...
um homem duro tornou...
mas era uma armadura...
proteção pra outra guerra...
por dentro da carapaça...
a criança ainda vivia...
ela não tinha se ido...
vivia na letargia...
aquela pilha de anos...
depositada nas costas...
pela mão de uma fada madrinha...
que viu suas duras penas...
transformou aqueles anos...
num lindo manto de penas...
aturdido ele ficou...
nunca tinha tido penas...
com seu bico afiado...
uma pena da asa ele tirou...
e com essa pena então...
mergulhada no tinteiro das cores da sua alma...
nas cores do arco-íris...
traçou as primeiras letras...
fez rabiscos... e da arquitetura da vida...
tirou todas as idéias...
arrumou-as com carinho...
nos ares montou mensagens...
montou planos... montou vôos...
as cores tomaram formas...
e num plano irreal...
com um toque inventivo...
levou-as pro virtual...
ficou linda... colorida...
muito sentimental...
precisava de um nome...
empunhando aquela pena...
assinou...

Águia Real

 

A Volta do Madrugador Errante

Olho meu relógio... 2 horas...
o dia se inicia...
nas minhas costas... a janela...
ouço os carros passando...
o Jô... entrevista...
fecho os olhos... que dia...
uma mensagem feita...
os e-mails chegam...
uns belos... alguns repetição...
mas não importa... todos foram...
mandados de coração...
vejo o envelope azul...
de quem será... notícias... recado...
um mimo... um agrado...
já não vou ficar à-toa...
são todos da mesma pessoa...
são piadas...
muito boas... engraçadas...
ligo o icq...
vejo alguém... será você...
nada... é uma amiga...
coitada... invadida...
perdida...
briga com um canadense...
que sem qualquer cerimônia...
se instalou por lá...
todo contente...
eu socorro...
acudo... dou a mão...
configuramos o bruto...
iiiih!... rsss... fiquei sem rima...
mas... ela agora está salva...
dei a volta por cima...
fiz a minha boa ação...
desta madrugada...
e estou de partida...
agora... minha querida...
beijo no coração...
até amanhã...
minha vida...

 

http://www.aguiareal.com.br/

 

 

Música: Alibert

 

 

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