Américo Bittar

Assino meus poemas com ABittar.
Sou Diretor de Imagem ou Diretor de TV. Atualmente trabalho
na TV GAZETA CANAL 11 - SP. Faço o Programa "Todo Seu",
apresentado pelo Ronnie Von, o "Mesa Redonda", com o Flávio Prado e o "Em Questão", com a Maria Lídia.
Escrevo desde meus 14 anos agora estou com 62.
Tenho um Blog de Poesia:
http://bittarpoetadosgrilos.weblogger.com.br
E escrevo em várias listas de poesia da Internet.
Sou um poeta popular, falo a linguagem do povo.
Do cotidiano, das quebradas do Mundareu.
Esse sou eu. Poeta.
Também sou compositor ou melhor autor.
Tenho duas músicas compostas com o cantor e compositor
Lula Barbosa.


Mãe dos Humildes (Poema/oração)


Salve Rainha,
Do céu e da terra
Salve Mãe
Do Menino Deus
Quem sou
Pra supor
Que implorando
Por ajuda
Tu me ouvirias
Que caído
Tu me erguerias
Que faminto
Tu me alimentaria
Quem sou
Pra supor
E no entanto
Implorando
Tu me ouviste
Caído
Tu me ergueste
Faminto
Tu me alimentaste
Salve Rainha
Do céu e da terra
Salve Mãe
Do Menino Deus
Eu nunca
Supus ser
Mas agora sei
Que também sou
Mais um dos tantos
Filhos que socorres
Quando chamam por ti
Salve Rainha
Do céu e da terra
Salve Mãe
Do Menino Deus
E dos humildes
Como eu. Amém!

ABittar

 

O Tempo Passa

O tempo passa passando
Segue seguindo
Mas, não apaga a lembrança.
O passado é meu troféu
O vivi é a minha história.
Minha estrada até aqui
Eu sou, o que fui, o que sou.
E o que serei
Só aí somos três
Sou tudo, sou nada.
Sou o que penso
E o que imagino
Sou o que vejo
E o que presumo
Sou o que fica, pra ser.
Sou o que parte, por querer.
Sou o real e o sonho.
O começo, o meio e o fim.
De mim mesmo
Sou tantos em um só
Entre tantos
Sou só
Um poeta
E seus grilos

ABittar

 

Busco em Pensamento

Busco um pensamento,
Que possa fazer sentido,
Quanto a minha origem,
Quem sou?
De onde vim?
Pra onde vou?
Tento então interiorizar-me,
Mas, perco em longitude,
No entanto ganho em profundidade.
Não consigo ser tão profundo,
Quanto gostaria,
Mas agrada-me,
Descer aos abismos interiores,
E que descubro paulatinamente,
Enquanto desço.
Faço a viagem ao contrário,
Estou indo de encontro ao passado;
Ou melhor, estou voltando no tempo.
Vejo-me então numa desabalada correria,
Pelo túnel vaginal,
Quilométrico, úmido e escuro,
Corro feito um louco,
Impulsionado por uma força incrível,
O choque é inevitável,
Sou atirado de encontro a uma película,
E quando a rompo, há uma explosão,
Sinto-me repartindo em estilhaços,
Como fogos de festa junina,
Depois, sinto reagrupando-me,
E em mim agora outras partes,
Fazem parte de mim.
Estou crescendo,
Estou evoluindo,
Ouço vozes e ruídos externos,
Sou empurrado,apertado, expelido,
Sinto que desço,
Saio do lugar onde estava,
Uma força incrível força-me a descer.
Não consigo mais resistir.
Saio completamente,
Para uma luz intensa,
Que me fere os olhos.
O oxigênio que respiro,
Queima meus pulmões,
Sou então erguido no ar pelos pés,
E de cabeça para baixo,
Levo uma palmada na bunda,
E não resisto, berro AAAAAAh!!!
E todo mundo grita vivaaaaaaaaa!!!
Alguém grita é homem,
Mais um vivaaaaa!!!!
É ouvido.
Nesse instante,
Tudo passa a ser real.
Sou
Eu
Sou
Homem.
Tudo é incerto,
Tenho que conquistar,
Tenho que vencer,
Para continuar a ser homem.

ABittar

 

http://bittarpoetadosgrilos.weblogger.com.br

 

Música: Gophinatha Shri Namarita

 

 

Voltar Menu

 

Art by Ligi@Tomarchio®