Sávio  Assad


Natural do Rio de Janeiro, signo de peixes, Funcionário Federal e Estadual, Terapeuta Ocupacional.
Na minha carreira fui Presidente do Centro de Estudos do Hospital Carlos Tortelly e atualmente faço parte da Diretoria Colegiada do SINDSPREV- RJ, Regional de Niterói.
Comecei a escrever poesias no ano de 2002 e sigo em meus pensamentos, resumindo: sou um sonhador.

À Fernando Pessoa

Este rosto sereno, onde transporta os sonhos.
Onde viaja por lugares serenos e ocultos de sua
mente e nos faz alcançar o infinito.

Este rosto marcado pelo tempo e pelas caminhadas,
as vezes difíceis e outras fáceis, nos ajuda a caminhar,
sobre labaredas da vida.

Este rosto sério, onde penetra meu pensamento
querendo alcançar sua memória viva e marcante,
me leva a pensar... se os poetas fossem eternos.

Sávio Assad

 

SENHORA DOS PÁSSAROS

Grande dama mística, que carrega os
sete pássaros do bem e do mal, acasalados
em seus ventos noturnos a gelar minha alma.

Senhora da magia suprema, que não se
invoca por pura brincadeira, transpassa o
tempo e procura seus encantos encobertos.

Senhora que revela o destino daquele
que contempla seu rosto, ora envelhecido,
ora lindo como uma teia a espreitar sua presa.

Senhora dos pássaros a ti reverencio
todo o poder das tempestades noturnas,
da árvore sagrada e da revelação em ti.

Sávio Assad


Visões Internas

Eu vejo a barra do sol
Consumindo todo o meu eu,
Superior a nossa realidade
E nos atingindo em cheio.

Vejo o amor matizado em cores vibrantes
E no seu semblante, sem cor, a fúria isolada
Que através de trovões solta o relâmpago
Clareando os caminhos sombrios.

Vejo o eterno instante, precioso de um sorriso
Arrancado de minhas veias, já mutiladas pelo tempo,
Sem um tempo para refletir a longa caminhada
Sobre seu corpo de estrelas cadentes.

Vejo o rasgo de sua boca a querer me engolir
E me triturar, num desalento lento e calculado,
Que para minha esperança já não me maltrata mais,
segue simplesmente o seu destino.

Vejo seus olhos, mais eles não me vêem,
Estão fechados para o tempo de renascer,
Como este sol que se põe, sem proposta de voltar
Sem coragem de emergir da escuridão.

Sávio Assad

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=5780

 

Música: A Day With out Rain, by Enya

 

 

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