Priscila de Loureiro Coelho

Nasceu em São Paulo, capital, em dezenove de julho. Filha de
jornalista e professora de Educação física, terceira filha, de um grupo de seis. Teve a felicidade de morar com os avós, o que veio a contribuir para que tivesse uma infância alegre e propícia à criatividade. Desde cedo se interessava pela arte, música e todo meio de expressão da vida.
Estudou nos colégios Stella Maris e Caetano de Campos, sendo estimulada a dar atenção ao pendor pela escrita. Leitora voraz, logo demonstrava interesse por diversos estilos literário.
Mestra em Filosofia, pela PUC-SP, especialista em estudos e pesquisas sobre o comportamento humano, Pedagoga e Bióloga, trazendo em sua formação acadêmica o mesmo cunho da diversidade, por acreditar que é na multiplicidade que se descobre a unidade das coisas. Leciona em graduação e pós-graduação. Atua como Consultora na área comportamental.
Cronista e autora de artigos publicados em jornais e internet, é membro da Academia de Letras Jacaryense, ocupando a cadeira 31, tendo como patrono seu pai Stélio Machado Loureiro, jornalista e escritor.
Tem como fonte de lazer as plantas e a música, onde se entretém nas horas disponíveis.

A Amizade...

Seduz, ao ser terna e elegante
Rondando sem permitir-se sufocar
Presente mesmo quando está distante

É doce companhia que não falha
Estando ou não estando lado a lado
O seu perfume infalível se espalha

Se há motivo de felicidade
A alegria vem depressa partilhar
Trazendo no olhar a novidade

E quando algo não se passa bem
Silenciosa não tarda a chegar
E de mansinho, infalível, ela vem...

E assim atravessa a eternidade
Na qualidade do que há de melhor
Pois nada há de melhor, que a amizade!

Priscila de Loureiro Coelho

 

Amar... doce sentir

Olhares, sorrisos
Silêncio, suspiro
Um tanto de dengo
E pouco juízo
Muita alegria
E charme também
É doce a folia
De se ter um bem

O riso vem fácil
Sonoro, gostoso
A boca procura
Um beijo fogoso
A luz da estrela
Na boca do céu
Adoça a vida
Com gosto de mel

Então o desejo
Não deixa por menos
Em fácil lampejo
Conquista o sim
O toque é suave
Mas causa emoção
O efeito nem cabe
Num só coração
Um beijo se perde
Em meio à paixão
E o amor explode
Na doce união.

Priscila de Loureiro Coelho


Horas da Eternidade

No vão dos tempos
Por uma brecha escapa a eternidade
Que explode na imensidão do vácuo
Criando a sugestão da idade

Viceja a vida sem ter medida
Esparramada pela falta de limite
E embora mova a energia contida
Manifesta-se como o destino lhe permite

Na intensidade e em sua infinitude
Borda e tece a temporalidade
Criando a ilusão da juventude
Mito que castiga sem piedade

Assim enlaça a humanidade
Num limbo silencioso e aterrador
Enquanto as horas da eternidade
Escoam pelas dobras do amor...

Priscila L. Coelho

 

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=417

 

Música: Rhapsodie Pour Deux Voix, by Danielle Licari

 

 

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