Marcos Sergio T. Lopes


Nascido em pequena cidade, vivi no campo até os 11 anos.
Comecei a trabalhar cedo para ajudar meus pais.
Lutei bastante e estudei até o 1º Ano de Administração de empresas.
Trabalhei por 27 anos no ramo de telecomunicações e já sou aposentado.
Ainda faço consultoria na área de telecomunicações, esporadicamente.
Comecei a escrever aos 14 anos.
Ganhei alguns prêmios em concursos de poesias elaborados pela
empresa que trabalhava, o que me deixou muito feliz.
Escrevo o que sinto, o que vejo e me toca profundamente.
Gosto de diversificar temas e explorar todas as realidades.
Sou visceral na minha expressão.
Sou simples, objetivo, romântico e, mesmo expressando nos meus escritos a "dor" sou feliz e bem resolvido. Muito contrário ao que escrevo.
Gosto de narrar textos de poetas que, de alguma forma, me emocionam.
Tento expressar a essência do sentimento destes sempre.
Sou de Rio Claro/SP, 51 anos bem vividos e muito direcionado à minha família.


FORÇA SINISTRA


Como uma naja vai tomando meus momentos
Sorrateiramente toma meus dias
Vai ficando sem que eu me aperceba.
Destila meticulosamente seu veneno
Instalando em mim tantas dúvidas
Jogando-me nos braços das incertezas.
Leva-me por caminhos escuros
Onde predomina tantos medos!
Deixando-me exposto diante de tudo.
Fico a tua mercê; sem querer
Mas sem forças de me rebelar
Enquanto você bagunça minha vida
Trazendo tantos rastros de melancolia.
Torno-me preso na tua teia
Ensaio tantos vôos
Depois me esqueço.
E nessa sua presença nefasta
Minha vida se agoniza
Enquanto minhas forças vão se extinguindo.
Sou um labirinto humano
Enquanto você se mostra luz
Quando não passa de trevas mascaradas.
Se afaste de mim!
Devolva os meus dias...
Minha vida...
Minha alegria...
Tudo que me roubou!
Vai-te embora
Preciso desse meu agora
Sem você no meu encalço
Para deixar que a noite se desfaça
E o sol volte a brilhar.

Marcos Sergio T. Lopes – 28/12/2007
 

 

“ESCURIDÃO”

Sinuosamente vai se aproximando
Traz consigo tanto frio
Vai me envolvendo em sua teia
Enquanto faz noite no que era dia.
Tento escapulir despercebidamente
Estica seus tentáculos e me agarra
Fecho os olhos com força
Tentando não te ver
Mas, qual...
Vai me sugando com desdém
Sem que eu possa sair em fuga.
Choro por dentro...
Tudo indo embora
Escapulindo de mim mesmo!
A vida começa adormecer
Alheia aos meus gritos
Enquanto mastigo essa agrura muda
Que me toma aos poucos.
Queria um tanto mais desse tempo
Mas esse se torna esquisito
Como a andar em passos vagarosos
Enredado numa preguiça profunda.
Tudo conspira sobre mim
Não me dando nenhuma chance ou trégua.
Minhas pernas enfraquecem
Preciso de forças!
Mas não as encontro...
Esconderam-se nos braços dessa noite.
Noite...
Que me arrebata sem qualquer açoite
Tapando minha boca
Tirando meu fôlego
Fazendo-me seu prisioneiro.
Não quero me sucumbir...
Nem dizer adeus agora!
Acorda vida!
Comece a correr amigo tempo
Dando-me um tempo
Que agora está esmorecer.
Ainda é cedo!
Deixa-me aqui...
Desata-me dos teus braços.

Marcos Sergio T. Lopes – 17/08/2007

 

 

“AMOR DE BRINCADEIRA”

Tantos momentos na memória
Coisas que me marcaram pra sempre
Tuas idas e vindas freqüentes
Teu uso de mim; inconseqüente
Mentiras deslavadas me machucando rudemente.
Você brincando de fazer-me teu
Enquanto eu acreditava que era verdade.
Você usava meu corpo quando queria
Depois sorria com desculpas banais
Fazendo inferno em minha vida.
E assim eu não vivia
Ficava esperando tuas migalhas
Enquanto você debochava dos meus sentimentos.
Fui teu feito louco
Te queria mais que a mim mesmo
Sempre a tua mercê
Numa louca espera que me amargava
Deixando meu coração tão dolorido
Largado no meu peito, diante de tanto tormento.
Falava coisas tão bonitas
Nas promessas que nunca cumpria
Enchia de ilusão todos os momentos meus
Fazia com que eu morresse tantas vezes
Que até me esquecia de me sentir vivo.
E tanto tempo passou até que eu me cansasse
E tivesse forças para jogar fora o teu amor.
Hoje quem chora é você
Implora desesperadamente meu amor
Enquanto eu num sorriso, digo:
Acabou...!


Marcos Sergio T. Lopes – 28/08/2007

Contato com o autor: tertolopes@ig.com.br
 

 

Música: Enigma

 

 

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