Luiz Gilberto de Barros

LUIZ POETA


LUIZ POETA ( Luiz Gilberto de Barros ) é carioca, poeta, escritor, compositor, cantor, violonista, guitarrista, produtor musical, artista plástico e docente de Literatura Brasileira, Língua Portuguesa e Produção de Textos, lecionando atualmente na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

É filiado à Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e escritores de Música, Diretor Cultural da Associação Cultural Encontros Musicais e Acadêmico do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais e da Academia Pan-Americana de Letras e Artes, sendo ainda Diretor Musical da União Brasileira de Trovadores e Cônsul dos Poetas del Mundo ( Seção Marechal Hermes – Rio de Janeiro ) .

Artista eclético, publica seus livros em prosa e poesia e seus CDs, DVDs e e-books através de vários sites e grupos da internet, possuindo também trabalhos publicados em várias antologias nacionais e internacionais, tendo participado da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e participará da Bienal Internacional do Livro de São Paulo - 2008 - através da Antologia " Dez Rostos da Poesia Lusófona ", que inclui poetas brasileiros e portugueses.

ABRAÇ...ÂNSIAS



Quando quero te abraçar e estás ausente,
Simplesmente fecho os olhos e... te abraço...
Eu me sinto tão carente... ultimamente
Que nem sei delimitar meu próprio espaço.

Falta algo, um beijo, um toque, um olhar...
Mas quem pode socorrer meu coração ?
Meu consolo é te sentir sem te tocar
E te amar dentro da própria solidão.

Tanto espelho em uma casa tão enorme...
Tua imagem arbitrária e... disforme,
Ilusória a sussurrar que estás me amando...

Meu amor tornou-se tão... sem paciência,
Que, ansioso, só percebo tua ausência
Quando o meu olhar me diz... que estou chorando.

Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 17 h e 39 min do dia 16 de fevereiro de 2008

 

CADEIA

Tu olhas pela fresta, a liberdade
Repousa do outro lado... colorida,
Enquanto o sonho paira, a realidade
Destrói com solidões, a tua vida.

Sem rumo e senso... triste... e aprisionado
Na sensação de perda, ansioso,
Precisas ver a cor do outro lado...
Que lado é mais cruel e perigoso ?

Teus olhos têm o brilho que os felinos
Refletem espreitando a presa fácil;
Há ódio nos teus planos... cristalinos...
Onde é que se perdeu teu riso... grácil ?

Criaste um animal na tua alma,
Teus dentes mordem lábios e salivas;
A trama que tu teces não te acalma,
Mas tua dor permite que tu vivas.

Porém as mesmas formas atraentes
Enredam-se nas malhas dessa teia
Que tranças com a fúria dos teus dentes
Na amarga solidão... de uma cadeia.

Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 7 h e 57 min do dia 21 de fevereiro de 2008 do Rio de Janeiro


QUEM A GENTE AMA, NUNCA VAI EMBORA

Quem a gente ama, nunca vai embora,
Apenas se ausenta, e sem que a gente chame,
Volta sem aviso, chega a qualquer hora,
Não chora e nem pede que a gente o ame.

Por mais que pareça estranho o ausentar-se,
Sem nunca partir, se o coração reclama,
Logo o ser amado vem aconchegar-se
Leve e repentino, quando a gente ama.

Quem a gente ama verdadeiramente
Sente o chamamento e vem, se o coração
Clama a afeição de quem se torna ausente
Quando o peito sente mais que solidão.

Quem a gente ama, paira na essência
Leve do perfume que fica no ar,
Quando o nosso amor reflete a inocência
Lírica do amor que a gente quer sonhar.

Quem a gente ama, volta sem ter ido,
Criando um sentido novo para o amor
E se o coração está triste e ferido,
Este ser querido cura a nossa dor.

Quem a gente ama, nunca se ausenta,
Entra de repente sem ser convidado
E, se do vazio, a dor se alimenta,
O amor complementa o ser abandonado.

Quem a gente ama, não morre nem parte,
Basta que o silêncio habite o nosso ser
Que a saudade chega e refaz, com arte,
O todo da parte que quer renascer.

Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 9 h e 21 min do dia 30de janeiro de 2008 do Rio de Janeiro

http://ecosdapoesia.net/autores/luizpoeta1.htm

 

Música: Flor Amorosa, by Altamiro Carrilho

 

 

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