Jania  Souza



Jania Souza, potiguar, poeta, artista plástica, ativista cultural, pacifista, bancária da CAIXA, economista, contadora. Filiada à Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN – SPVA/RN; APPERJ; Clube dos Escritores de Piracicaba/SP; Movimento Poetas del Mundo por levantar a bandeira da PAZ. Organizou 04 volumes da Antologia Literária da SPVA/RN, onde exerce o cargo de Diretora de Eventos. Voluntária desde 1994 no projeto assistencial Fraldinha – Nivaldo Calixto Torres, promotor da construção de uma consciência cidadã participativa para crianças a partir dos 04 anos até jovens com mais de 20 anos oriundos dos diferentes bairros da cidade e classes sócio-econômicas diversas através da prática das regras e do esporte futebol, xadrez, palestras, oficina de teatro e reforço em inglês, português e matemática. Participação em diversas coletâneas nacionais e exposições de artes plásticas. Páginas de internet: www.spvarn.org; http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=1905; http://www.blocosonline.com.br/literatura
Contato: janiasouza@uol.com.br

Retrato de Mulher

Catedral de fé e esperança (...) Mulher!
Sois coração superior à razão
Sois das batalhas estandarte da paz
Semeeira do jardim da tolerância
Sois andorinha serva do amor
Águia esplendorosa em desefa do ninho
Sois renda miçanga pão alecrim
Mágico mister de ternura e paixão
Cheiro de tarde, porta aberta aos sentidos
Aurora na canção de bom dia.
Eis frasco com preciosa fragrância
Sábias mãos na ordenha do mundo
Incenso ímpar de aromas mil
Secretos noturnos paridos no amor
Lábios em vestes de cetim e mel...
Sois rio manso, córrego, alicerce
Sois cria, criadoro; sois essência
Peito farto em aconchego, sois Mulher!

Jania Souza

 

Poesia e Fé
à poeta Lêda Maciel

Vi versos alinhavados à pena de ouro
em remanso envolto em lençol de algodão
relicário de estimação da Poetisa dos Sonhos
na tessitura de seus navegos além Jordão.

Vi versos alinhados com fios do coração
em profundo mergulho à essência da emoção
âncora para poemas com destino a aflitos
no desabrigo da sorte, porém seus acolhidos.

De todos seus companheiros, o mais fiel
seus versos, na captura dia e noite – noite e dia
da sua alma ardente, irrequieta, eterna menina.
Cúmplices no enlevo de amantes perpétuos.

Tez rósea na mocidade, viu a palidez dos dias
com a força do sorriso e a sabedoria da vida.
Vestida em poesia e fé, alçou vôo tranqüilo
rosa formosa plantou-se no pódio do firmamento
onde, em saraus verseja poemas, tangos e boleros
e alegra a face do Supremo Criador do Universo.

Jania Souza

 

Alicerce do Mundo

Sou mulher!
Preciso de amor.

Não manches meu corpo
Não desfolhes meus sentidos
Não dilaceres meu coração.
Não despedaces meu ser.

Não violentes a sereia
que sonha... que deseja... que ama...
que reparte e que se dar por inteira

trocando insultos por migalhas de amor.

Não machuques, não maltrates
esquartejando meu espírito magoado
capenga, esfacelado, maltrapilho

fantasiando o real num pranto doído.

Sou mulher!

Preciso de amor.
Muito amor!
Para erguer a cabeça
sonhar com muitos verões.
Para formar cidadãos
construir o amanhã.

Preciso de cabeça, corpo, membros.

Preciso do meu espírito altaneiro.
Pois, de mim, depende o amor
que faz a paz brotar
no imenso jardim florido
da harmonia universal.

Sou mulher!

Construo esse imenso mundo.

Sou responsável por mim.
Sou responsável por você.
Sou responsável pelo elo de união
que faz progredir uma nação.

Assim, denuncio o desamor

para provar meu amor!

Jania Souza

http://www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com

 

Música: Blow'in in wind, by Joan Baez

 

 

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