Ariovaldo Cavarzan

Nasceu em Itapira (SP) aos 11 de junho de 1945, cidadão brasileiro e italiano, casado com Elza Lúcia Ravagnani Cavarzan e pai de André Renato e Mauro Alexandre. Dedica-se a trabalhos de consultoria e pesquisa em processos de cidadania Italiana, desenvolvendo também diversas atividades voluntárias nos campos social e intelectual.
É um dos fundadores e atual diretor presidente da Apabex - associação de pais Banespianos de excepcionais - www.apabex.org.br - entidade fundada no ano de 1985, dedicada à prestação de assistência especializada a pessoas com necessidades especiais.
É um dos fundadores e associado do Circolo Italo-Brasiliano XV de Novembro, de Itapira, tendo atuado como presidente da mesa na assembléia constitutiva.
É um dos fundadores, associado e ex-diretor presidente da Abas - associação Banespiana de assistência social, entidade fundada no ano de 1982, dedicada ao apoio a instituições de assistência a menores carentes e com necessidades especiais, de todo o Brasil.
É Primeiro vice-presidente do Conselho Deliberativo da Afaban - associação dos funcionários aposentados do Banespa, de Campinas e região, entidade da qual é um dos fundadores e ex-diretor presidente.
É membro do conselho deliberativo da Afabesp - associação dos funcionários aposentados do Banco do Estado de São Paulo, com sede na capital paulista.
É conselheiro suplente da Abesprev - associação criada para a defesa dos interesses dos funcionários do Banco do Estado de São Paulo.
Foi representante para o interior do Estado de São Paulo, da Associazione Bellunesi Nel Mondo, da província de Belluno, Itália.
Possui diploma de Benemerência Civica do comune de Annone Veneto – província de Veneza, Itália.
Possui diploma de Honra concedido pela Giunta Regionale della Regione del Veneto - Veneza, por suas atividades em favor dos descendentes de antigos imigrantes Italianos e também em favor das pessoas com necessidades especiais.
Foi agraciado com a Medalha Giuseppe Garibaldi – Fedeltà Garibaldina Italia–Brasil, concedida pela Associazione Nazionale Veterani e Reduci Garibaldini.
Foi agraciado com Medalha e Diploma de Comendador da Ordem do Mérito Pero Vaz de Caminha – Relações Culturais Brasil e Portugal.
Foi agraciado com Medalha e Diploma de Comendador da Real Ordem do Mérito Cultural Dom João VI de Portugal.
É autor do livro “Il Cuore Non Può Dimenticare”, documentando a história da família Cavarzan e da imigração Italiana em Itapira (SP) – Editora EME, Capivari, SP.
É autor da monografia "Banespa, de banco agrícola a conglomerado financeiro", com a qual obteve o primeiro premio em concurso de âmbito nacional realizado no ano de 1977, na qual documenta a história do antigo banco estadual paulista e sua relação com o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil.
É autor de diversos livros e artigos de interesse da doutrina espírita, como autor e co-autor, todos editados pela editora EME, da cidade de Capivari, SP - www.editoraeme.com.br
É escritor, historiador, poeta, consultor e pesquisador da imigração Italiana no Brasil.
Além das homenagens recebidas na Itália, sua família foi também homenageada pelo Circolo Ítalo-Brasiliano XV de Novembro, de Itapira (SP) e Circolo Italo Brasiliano de Serra Negra (SP).


CATARSE

Era feito um frêmito,
etéreo e fugaz,
uma aragem,
uma vibração,
um hausto que arrepia,
uma compulsão.

Deixou impiedosa saudade,
mergulhada em noite escura,
feito tempestade
enfeitada de dor, vazia,
eis que foi volúpia, vontade, sonho, loucura,
grito abafado no peito,
soluço entrecortando pranto,
foi entrega e desamor.

Ficaram marcas de espinho,
de caule de extinta flor,
esturricado, cruel,
tombado em seu caminho,
eis que foi desatino,
procura, pesadelo, estupor.

Era feito brisa fresca,
vôo de pássaro em calmo céu,
eis que foi sonho, mergulho,
favo de doce mel,
galho impedindo queda,
no escuro abismo
de almas ao léu.

Foi bem-querer que equilibra,
sopro brando que afaga,
feito doce flutuar,
que acode o peito
e faz sonhar.

Foi visgo em coração arredio,
vagando entre o fim e o pulsar,
colado a apertado peito,
ansiando onda a navegar,
nas águas da ilusão sem jeito.

Ao ir-se embora,
legou cheiro de mar,
quebrando na fina areia,
eis que foi loucura, compulsão,
borrifo de lágrima molhando a face,
fímbria de janela
espancando a escuridão.

Foi alegria, gozo e paz,
e depois foi dor,
cometa riscando o espaço,
faiscante de luz e cor,
sem saber onde aportar.

Foi luar que filtra estrelas,
foi abraço, amasso,
entrega, acolhida,
desvario, desmaio,
despertar e adormecer,
eis que foi começo
de novo amanhecer.

Foi sentimento, entrega, paixão,
noite que se fez dia,
tênue linha de horizonte,
palpitante de emoção.

Foi flutuar sobre escolhos,
foi verdade e ilusão,
foi sombra benfazeja,
água fresca que sacia,
luz que se irradia,
eis que foi ternura e encantamento,
foi Amor...

Ariovaldo Cavarzan
27/03/2009

 

RECOMEÇO

Lembranças me acodem
em tons esmaecidos,
de um outrora
caleidoscópio multicor.

Fatos, retratos,
momentos de tempos idos,
no painel perdidos
de vividas recordações.

Alegria, dor e saudade,
sonhos, idealizações,
sorrisos e lágrimas plastificados,
esperanças de um mar
de felicidade...

Qual rejeito de navio,
remanesce fina areia,
lentamente escorrida
em ampulheta sem cor,
entregue tão só
à gravidade do tempo,
que é lei de vida.

Outrora, fragmentos de cores,
agora simbiose de pó,
documentos de amores,
monótono ritual de descida,
até que nada mais reste
e houver chegado
a hora de recomeçar.


Ariovaldo Cavarzan
20/05/2009

 

INDIGENTES AFETOS

Indigentes afetos não suprem paixões.
Que sejam então, repletos de emoções,
feito acalento embalando corações.

Tardios remorsos não sanam feridas.
Que sejam, então, meros registros de lidas,
feito cicatrizes de dores,
que não fazem voltar ponteiros de horas perdidas.

Semeaduras de amor se deitam em solo de coração.
Que sejam, então, colheita futura de pura paixão,
feito maná em deserto de solidão.

Tempo perdido é existência que esvai.
Que seja, então, depositário de restos de sonho que sai,
feito cenário rasgado em palco que cai.

Vida que escorre em coração sem amar,
é como água de rio, que segue sem nunca voltar.
Que flutuem, então, sobre ela,
rejeitos que a correnteza não pode evitar,
feito enxurrada que varre tudo em volta, ao passar.

Causa e efeito, ação e reação,
indiferença e emoção, desvario e razão,
são leis de equilíbrio, de amor e de vida,
demandando reciprocidade,
feito caminho de mão dupla
que tem por destino a felicidade.

Que se apaguem, então, aflições e saudades,
feito sentença a fazer de novo deitar,
até outra vez germinar,
sementes de mais puro amor,
em solo de coração.


Ariovaldo Cavarzan
06/08/2009

 

www.apabex.org.br

 

 

Música: Itália, by Ernesto Cortazar

 

 

Voltar Menu

 

Art by Ligi@Tomarchio®